Quando lançou os QuietComfort há dois anos, a Bose conseguiu abalar a Sony que parecia ter os XM5 sentados no trono de melhores auscultadores do mercado. Com a segunda geração dos Ultra Headphones, a aposta continua a ser forte.
Uma das grandes novidades é a integração de Inteligência Artificial para a gestão inteligente do ruído externo. Este sistema analisa continuamente o contexto sonoro, com o intuito de garantir que a voz se mantém clara e natural, mesmo em locais com muito movimento, vento ou ruído de fundo, explica a marca em comunicado de imprensa.
Este modelo estreia também o Modo Cinema, que equilibra automaticamente os diálogos, para que as vozes soem mais nítidas e os efeitos sobrepostos ganham uma dimensão e amplitude que tornam tudo mais real.
Destaque ainda para o áudio via USB-C, para reduzir a latência em videojogos ou em plataformas como o Spotify, e para o cancelamento de ruído otimizado com tecnologia ActiveSense, que deteta automaticamente as mudanças no ambiente para evitar que ruídos súbitos interrompam a escuta.
De resto, os novos QuietComfort Ultra mantêm a tecnologia CustomTune, que analisa a forma interna do ouvido do utilizador para ajustar o som à anatomia de cada um. É também possível emparelhá-los com dois dispositivos em simultâneo e a autonomia anunciada é de até 30 horas de reprodução contínua com cancelamento ativo ou Modo Consciente ou até 23 horas com o modo Immersive Audio ativo (com três horas de carga completa).
Os QuietComfort Ultra Headphones de 2ª geração estão disponíveis nas cores violeta, branco e preto. O preço recomendado é de 479€.
A Oppo apresentou dois novos smartphones topos de gama: o Find X9 e o Find X9 Pro. Comecemos pelo Pro, que chama a atenção pela generosa bateria: 7500 mAh de capacidade.
Segundo a fabricante, a terceira geração desta bateria de silício-carbono foi concebida para oferecer fiabilidade a longo prazo, mantendo mais de 80% da sua capacidade original mesmo após cinco anos de utilização normal.
Além disso, suporta carregamento rápido de 80 W, carregamento sem fios de 50 W e carregamento inverso sem fios de 10 W.
A bateria do Find X9 apresenta as mesmas características, mas com uma capacidade ligeiramente menor: 7025 mAh.
Ambos os smartphones vêm equipados com um chipset MediaTek Dimensity 9500, uma GPU Arm G1-Ultra e uma NPU 990.
A fotografia é uma aposta forte da série Find X9, com os smartphones a contarem com uma nova geração do sistema de câmaras Hasselblad Master.
Assim, o Find X9 conta com uma câmara principal de 50 MP com um sensor Sony LYT-808 de 1/1.4 polegadas e uma abertura f/1.6. Há ainda uma câmara ultra grande angular de 50 MP com focagem automática para fotografia macro, e uma câmara teleofoto periscópica de 50 MP com sensor Sony LYT600 de 1/1.95 polegadas. A complementar as três câmaras de 50 MP está uma câmara True Color, que é um sensor espectral dedicado a medir a luz ambiente para gerar uma reprodução de cores mais precisa.
Já o Find X9 Pro parte da mesma base, mas capricha na câmara principal e telefoto. Assim, a câmara principal Ultra XDR possui um sensor Sony LYT 828 personalizado de 1/1.28 polegadas, com tecnologia Real-Time Triple Exposure, enquanto a câmara telefoto é de 200 MP e tem um sensor de 1/1.56 polegadas.
O Find X9 está disponível na cor Preto Espacial e o modelo de 12 GB de RAM com 512 GB de armazenamento custa 999,99€. Já o Find X9 Pro chega na cor Cinzento Titânio e tem um preço de 1299,99€ na versão de 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
Quando se fala em melhores auscultadores e auriculares do mercado é normal que o nome Sony venha à baila. Contudo, com os WF-C710N, a marca nipónica pretende vingar noutro segmento: o da relação qualidade-preço.
Os sucessores dos WF-C700N (lançados em 2023) custam €120 e o modelo que recebemos para teste destaca-se logo pelo tom azul vidro. É, por um lado, uma cor invulgar e, por outro, uma aposta na ‘transparência’. Ou seja, podemos espreitar o interior tanto da caixa como dos próprios auriculares. É uma opção mais arrojada que poderá não agradar a todos os gostos. Pessoalmente, gostei bastante: é diferenciador e transmite uma aura ‘geek’ (um pouco como já se tinha visto nas propostas da Nothing)
Refira-se que os WF-C710N estão igualmente disponíveis em rosa, branco e preto.
Características (specs):
Diafragma de 5 mm * Resposta de frequência: 20 Hz – 20 000 Hz * IPX4 * Bluetooth 5.3, ligação multiponto * ANC, DSEE * Autonomia: 8,5 h (com ANC); 30 h com caixa * Tempo de carregamento da bateria: 1,5 h (caixa: 3,5 h) * 5,2 g x2 (caixa: 38 g) * Preço: 120€
Estes auriculares são relativamente compactos, mas a superfície lateral tem uma dimensão acima da média, o que torna os toques de controlo mais fáceis de detetar: um toque para pausar, dois para avançar, etc., sendo que a app Sound Connect permite personalizar estes gestos a gosto. A caixa de transporte cilíndrica tem um toque excessivamente ‘plastiqueiro’ e acaba por ter um tamanho intermédio, ou seja, já vimos maiores e também já vimos menores. Mas cabe facilmente num bolso das calças, por exemplo. Ainda sobre a caixa, na parte de trás encontramos a porta USB-C para carregamento e na frente está uma pequena luz indicativa do nível de carga.
A nível de ergonomia, a Sony disponibiliza quatro conjuntos de almofadas de silicone de tamanhos diferentes. Optei pelos mais pequenos, mas admito alguma ‘alergia’ a este formato de auricular, pois parece demasiado intrusivo para os meus ouvidos. E isso acabou por refletir-se em audições mais prolongadas, que acabaram por originar um pequeno desconforto.
Por outro lado, os WF-C710N têm certificação IPX4, o que significa que é resistente a pequenos salpicos de água da chuva ou gotas de suor. Algo indispensável para quem pensa usá-los durante a prática desportiva.
O ponto forte e as irritações
A qualidade de som parece-me o ponto mais forte destes Sony. Para o preço pedido, o áudio proporcionado pelos drivers de 5 mm surpreende: é pungente, versátil e tem um intervalo dinâmico apreciável. Escutámos diferentes tipos de música – fomos, por exemplo, desde o clássico Fur Elise de Beethoven ao dubstep de um Itchy Scratchy de Subtronics, passando por um Tu Disseste dos Mão Morta ou um Milk of the Madonna dos Deftones – e conseguimos graves, agudos e médios definidos em todos os estilos. Aliás, o poder dos graves superou as nossas expectativas. E para isso muito contribuiu a personalização inicial do som na app Sound Connect em que ajustamos o equalizador de acordo com as nossas preferências. Destaque-se ainda a presença de DSEE (e a ausência de LDAC e aptX).
Na escuta de podcasts, a voz dos interlocutores também se apresentou límpida. E o cancelamento de ruído, que recorre à tecnologia Dual Noise Sensor com os dois microfones, é satisfatório. Não é, claro, capaz de dar a mesma resposta de uns auscultadores, devido à diferença de formato e respetivo impacto no cancelamento passivo, mas reduz algum do ruído externo e nota-se bem quando se passa do modo ANC (Active Noise Cancelling) para o modo ambiente, algo que a Sony consegue fazer automaticamente quando nos levantamos e começamos a caminhar, o que é muito prático.
Mas nem tudo é perfeito. Para começar, gostávamos que o nível de volume conseguisse chegar a um ponto máximo um pouco mais elevado. Mas o pior foi o facto de a ligação Bluetooth do auricular esquerdo cair muitas vezes, o que é muito frustrante a nível de experiência de utilização. Acredito que possa ser uma anomalia específica da unidade de teste, mas acabou por ser irritante e penaliza a nota final da análise.
Outra aresta que a Sony tem para limar é o índice da bateria que surgia no smartphone indicar inicialmente sempre 100% nas mais diferentes situações para a caixa e os auriculares, o que tornava a indicação pouco fiável a longo prazo. E a própria autonomia pareceu-nos ficar ligeiramente aquém das 8,5 horas indicadas pela Sony.
+ Intervalo dinâmico acima da média para a gama de preço
- Ligação do auricular esquerdo ‘caiu’ algumas vezes
- Ligeiro desconforto em utilizações mais prolongadas
Nota final (de 0 a 10):
6,5
Uns auriculares com muito boa qualidade de som para o preço pedido, mas com pequenas afinações a rever pela Sony para melhorar a experiência de utilização
A PlayStation Store já tem em vigor, até dia 5 de Novembro, a campanha Halloween, que oferece descontos que podem chegar até aos 80% em mais de 500 títulos “aterradores” para PS4 e PS5.
Aqui ficam os principais títulos em destaque (por ordem alfabética).
A Asus anunciou a placa gráfica TUF Gaming Radeon RX 9070 XT Call of Duty: Black Ops 7 Special Edition (o nome é tão grande que decidi usar uma versão mais curta no título do artigo). Desenvolvida em colaboração com a fabricante AMD e com a franquia Call of Duty, esta GPU apresenta a insígnia Black Ops 7 em laranja e integra arquitetura RDNA 4, 16 GB de VRAM e tecnologia de upscaling AMD FSR 4 com Machine Learning.
Esta gráfica inclui um interruptor físico Dual BIOS, que permite que os utilizadores escolham entre os modos de desempenho e o modo silencioso sem instalar qualquer software adicional.
O sistema de refrigeração conta com um trio de ventoinhas Axial-tech de 11 pás e as aberturas na placa traseira de alumínio visam facilitar a dissipação do calor, conduzindo-o para o canal de fluxo de ar principal do chassis. Possui ainda uma almofada térmica de GPU com mudança de fase, em vez da pasta térmica tradicionalmente usada para transferir o calor da GPU para a solução de arrefecimento. A almofada eletricamente não condutora é sólida à temperatura ambiente, mas liquefaz-se à medida que aquece. Ao fazê-lo, preenche as lacunas microscópicas entre a GPU e o módulo térmico, o que visa proporcionar uma condutividade térmica e dissipação de calor superiores mesmo durante cargas de trabalho pesadas, explica o comunicado da Asus.
O preço oficial não foi divulgado, mas a marca indica que apenas 1000 unidades da TUF Gaming Radeon RX 9070 XT Call of Duty: Black Ops 7 Special Edition estarão à venda globalmente em revendedores selecionados ainda este ano.
Pela primeira vez, um computador quântico executou com sucesso um algoritmo verificável que ultrapassa as capacidades dos supercomputadores clássicos. A informação foi divulgada pela Google, revelando que o algoritmo Ecos Quânticos (Quantum Echoes) foi executado no chip quântico Willow, correndo 13000 vezes mais rápido do que o melhor algoritmo clássico nos supercomputadores mais rápidos do mundo.
Segundo afirma a Google, este avanço representa o culminar de décadas de pesquisa e 6 anos de progresso acelerado em hardware e algoritmos. A empresa acredita que, dentro de 5 anos, os computadores quânticos serão capazes de resolver problemas do mundo real que os supercomputadores clássicos não conseguem, em áreas que vão desde a descoberta de medicamentos e design de baterias até à energia de fusão.
Por exemplo, o algoritmo Ecos Quânticos consegue explicar as interações entre átomos numa molécula do mundo real usando ressonância magnética nuclear (RMN), o que permite criar uma "régua molecular" que pode medir distâncias maiores com mais precisão e determinar como potenciais medicamentos se ligam aos seus alvos.
A Microsoft divulgou a 6ª edição do Digital Defense Report e, entre as principais tendências globais de cibersegurança detetadas entre julho de 2024 e junho de 2025, prestou particular atenção à crescente atividade de atores estatais. Segundo os dados obtidos, a China tem expandido os seus ataques a ONGs e redes académicas, utilizando redes encobertas e dispositivos vulneráveis expostos à Internet para obter acesso e evitar deteção.
Já o Irão tem alargado o seu leque de alvos, incluindo empresas de logística na Europa e no Golfo Pérsico, levantando a possibilidade de interferência em operações comerciais marítimas.
Por sua vez, a Rússia, embora focada na guerra na Ucrânia, tem intensificado ataques a pequenas empresas em países da NATO, recorrendo cada vez mais ao ecossistema cibercriminoso para os seus ataques.
Já a Coreia do Norte mantém o foco na geração de receitas e na espionagem, com milhares de trabalhadores de TI remotos afiliados ao Estado a infiltrarem empresas internacionais, enviando os salários de volta ao regime e, em alguns casos, recorrendo à extorsão como alternativa.
De acordo com o relatório, Portugal ocupava o 12º lugar entre os países europeus mais visados por ciberataques, representando cerca de 2,4% dos clientes afetados na região. A nível global, surge na 32ª posição entre os países com maior incidência de clientes impactados. Este cenário nacional insere-se numa realidade global marcada por ameaças cada vez mais sofisticadas. O relatório indica que, em 80% dos incidentes cibernéticos investigados pelas equipas de segurança da Microsoft, os atacantes procuram roubar dados. Mais de metade dos ataques com motivações conhecidas são movidos por extorsão ou ransomware, representando pelo menos 52% dos incidentes com fins lucrativos. Em contraste, os ataques focados exclusivamente em espionagem representam apenas 4%.
A Inteligência Artificial também está a marcar o campo da cibersegurança, com os agentes maliciosos a utilizá-la para automatizar campanhas de phishing, escalar técnicas de engenharia social, criar conteúdos sintéticos, identificar vulnerabilidades mais rapidamente e desenvolver malware adaptativo.
A Asus começou a vender em Portugal o Ascent GX10, um computador de secretária compacto (150x150x51 mm e 1,48 kg) desenvolvido para quem trabalha com Inteligência Artificial, como programadores, investigadores e cientistas de dados. Este PC traz o Software Stack de IA da Nvidia e integra o chip GB10, igualmente da Nvidia, que inclui uma CPU Grace de 20 núcleos e uma GPU Blackwell, oferecendo um desempenho de até 1 petaflop de IA, revela a Asus em comunicado.
A nível de armazenamento, estão disponíveis três versões: SSD M.2 2242 NVMe PCIe 4.0 x4 de 1 TB mais vocacionada para iniciantes em IA que trabalham com conjuntos de dados menores e projetos experimentais; SSD M.2 2242 NVMe PCIe 4.0 x4 de 2 TB para suportar conjuntos de dados maiores, vários modelos e experiências em execução simultânea; SSD M.2 2242 NVMe PCIe 5.0 x4 de 4 TB para aqueles que lidam com fluxos de trabalho extensos e em grande escala.
Destaque ainda para a arquitetura escalável, que permite aos utilizadores ligarem duas unidades Ascent GX10 através das interfaces de rede ConnectX-7 de alta velocidade para duplicar instantaneamente o desempenho de IA para 2 petaflops, com até 256 GB de memória unificada e 8 TB de armazenamento.
Uma nota final para o design térmico, que possui controlo de ventilador de 7 níveis, aletas ultra-largas, cinco tubos de calor e ventiladores duplos de 140x80 mm para puxar o ar através de aberturas discretas na parte inferior, visando garantir um fluxo de ar eficiente.
Até 20 de Outubro é possível jogar gratuitamente a EA Sports F1 25. Para PlayStation 5 e Xbox Series X/S o título estará disponível até às 23h de dia 19, enquanto para Steam a data será as 18h de dia 20.
Quem competir durante o fim de semana pode ganhar XP a dobrar no Podium Pass e os novos jogadores podem adquirir F1 25 com 30% de desconto sobre o preço de venda recomendado até 20 de Outubro nas plataformas Xbox, Steam e PlayStation (o desconto na PlayStation está disponível apenas na Edição Standard), com todo o progresso e conteúdo do videojogo guardado deste período de prova gratuito.
Rodrigo Jácome tem 18 anos, estuda Engenharia no ISEP e, no último ano, tornou-se empreendedor ao criar a Mythoria: uma plataforma cloud que usa Inteligência Artificial para transformar ideias, notas de voz ou até rabiscos digitalizados em livros completos – sim, com capa, capítulos e ilustrações – em minutos.
Na componente técnica, o foco está assente em três pilares: capacidade generativa multimodal (texto+imagem) com personalização (nomes, traços, cenários, tom, estilos visuais, e edição fina de texto/imagem); formatos de saída para digital, impressão e audiobook (4 línguas); e IA responsável por defeito (privacidade, controlos parentais e os utilizadores mantêm 100% dos direitos de autor).
O projeto foi construído praticamente todo em modo “vibe‑coding”, ou seja trabalho de programação do Rodrigo Jácome com modelos de IA, e já foram criados mais de 350 livros. O site da Mythoria pode ser consultado nesta página.