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1Nerd4Tech

Um blog dedicado ao mundo da tecnologia: novidades, reviews e dicas

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Google Pixel Buds 2a em análise: Conforto extremo

1Nerd4Tech, 03.12.25

Inspirados no design dos Pixel Buds Pro 2, estes Buds 2a revelaram-se uma boa surpresa desde o momento em que peguei neles. A caixa tem uma dimensão reduzida e um formato oval, ou seja, é toda arredondada, sem arestas – confortável na mão e cabe em qualquer bolso sem dificuldades. A porta de carregamento por USB-C encontra-se na base e há apenas um botão na traseira para forçar o emparelhamento. De resto, apenas há a destacar uma pequena luz indicativa de carregamento. Portanto, o minimalismo impera.

Os Buds 2a estão disponíveis nas cores que a Google batizou de Íris e Avelã. Esmiuçando o marketing, a caixa é sempre branca e varia o tom da risca e do interior, que pode ser roxo ou preto. Recebi os Irís para teste (leia-se, os roxos) e gostei bastante da estética.

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Mas admito que não estava preparado para a minha reação quando os coloquei nos ouvidos pela primeira vez. Costumo ser um bocado ‘picuinhas’ com os auriculares que têm um formato mais intrusivo – como aconteceu com os Sony WF-C710N –, daí o meu espanto quando dei conta o quão confortáveis são depois de rodar ligeiramente para um encaixe perfeito. Nem precisei de trocar as pontas de silicone. Costumo optar pelas mais pequenas possíveis, mas, desta vez, deixei estar as médias que vinham já colocadas (sendo que a Google coloca à disposição mais três tamanhos: grandes, pequenas e extra pequenas).

Aproveitei também para praticar desporto com eles, incluindo corridas na rua, e nunca houve o risco de os auriculares caírem dos ouvidos. E têm certificação IP54, o que garante resistência a suor e gotas de água.

A autonomia também não foi problema e a Google cumpriu com o anunciado: cerca de 7 horas com o cancelamento de ruído ativo, valor que pode ser estendido até às 20h quando se recorre à caixa de transporte. E 5 minutos de carregamento são suficientes para mais uma hora de audição.

 

Características

Driver de 11 mm * Processador Google Tensor A1 * Cancelamento ativo de ruído com Silent Seal 1.5 * IP54 (auriculares) e IPX4 (caixa) * Bluetooth 5.4, Bluetooth multiponto * Compatível com Android e iOS * 23,1x16x17,8 mm (auriculares) e 50x24,5x57,2 mm (caixa) * 4,7 g (cada auricular) e 47,6 g (caixa) * Preço: 149€

 

Depois de ter marcado pontos no campo da ergonomia, estava curioso para ver como os Buds 2a se comportariam a nível de desempenho. Refira-se que estes são os primeiros auriculares A-Series a oferecer Cancelamento Ativo de Ruído (também conhecido como ANC, de Active Noise Cancellation).

A ‘dar gás’ a estes Pixel está um driver de 11 mm e o processador Tensor A1. Depois de múltiplas horas de escuta de músicas, podcasts e séries, podemos dizer que os Buds 2a são, acima de tudo, versáteis. Por exemplo, tenho o hábito de ouvir podcasts enquanto faço compras no hipermercado e o barulho em redor era tão alto que não conseguia escutar convenientemente as vozes dos interlocutores com o modo Transparência ativo. Mas quando mudei para o modo Cancelamento de Ruído… Puff… Magia! Foco no podcast e eliminação conveniente do barulho circundante.

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Como seria de esperar pelos 149€ de preço, estes não são auriculares com um áudio de arromba para os audiófilos. Não há o poder arrebatador dos graves que já vimos em outras propostas topo de gama. A Google dá acesso na app a um equalizador que permite ajustar 5 bandas: agudos altos, agudos, médios, graves e graves baixos. Contudo, não tive uma boa experiência com a funcionalidade, já que não consegui gravar perfis de som diferentes.

A nível de chamadas, tudo correu bem. Mesmo na rua, a voz do outro interlocutor é claramente percetível e a do emissor também chega em boas condições graças aos dois microfones em cada auricular.

Como os Buds 2a são pequenos, os controlos por toque podem ser desafiantes no início – quem nunca levou o dedo ao ouvido e falhou o auricular?... Mas, como se tornou habitual em praticamente todas as marcas, é possível aprender na app os gestos, ou seja, que ação correspondente a um toque, dois toques, toque prolongado, etc.

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De resto, há uns mimos que se valorizam na utilização quotidiana: o Assistente de Voz ler as notificações, a música pausar automaticamente quando retiramos os auriculares dos ouvidos ou o Fast Pair em que o emparelhamento é feito num ápice e com uma intervenção diminuta, por exemplo.

E apreciei particularmente a funcionalidade Localizador, em que os auriculares vão emitindo um som num tom crescente para que consigamos encontrá-los. Sim, porque eu sou uma daquelas pessoas que já perdeu um auricular num voo…

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Os auriculares mais confortáveis que já testei

Qualidade de som mais do que satisfatória para a esmagadora maioria dos utilizadores

Não deu para gravar perfis de som diferentes na app

Controlo por gestos não permite ajustar volume

 

 

Nota (de 0 a 10)

8,5

Uns auriculares que se destacam pelo conforto e pela versatilidade na qualidade de som. Uma proposta tentadora para o preço pedido.

Px8 S2: quando a Bowers & Wilkins se junta à McLaren

1Nerd4Tech, 28.11.25

A Bowers & Wilkins criou uma edição especial dos auscultadores Px8 S2 denominada McLaren Edition. Como o nome deixa claro, possui um design inspirado na fabricante automóvel e serve para celebrar uma década de colaboração entre as duas marcas.

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Assim, a nível de design, destaque para o tom Papaya, característico da McLaren, e ao Speedmark na alça e nos auscultadores. Numa nota premium, destaque ainda para o contorno brilhante com corte em diamante de cada placa elíptica, juntamente com as almofadas de espuma viscoelástica e a diadema com acabamento em pele Nappa.

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No campo técnico, os Px8 S2 McLaren Edition contam com transdutores Carbon Cone de 40 mm, tecnologias aptX Adaptive 24/96 e aptX Lossless da Qualcomm, a par de um DSP desenvolvido pela Bowers & Wilkins, capaz de fornecer um som de alta resolução de 24 bits / 96 kHz.

Um equalizador de cinco bandas permite ajustar o som ao gosto de cada utilizador e a autonomia anunciada é de 30 horas.

Estes auscultadores sem fios já estão disponíveis no site da Bowers & Wilkins e em revendedores selecionados, sendo que o preço recomendado é de 829€.

Windows 11 vai permitir partilhar áudio com outra pessoa por Bluetooth LE

1Nerd4Tech, 06.11.25

Já está em fase de testes uma nova funcionalidade para Windows 11 que permite ao sistema operativo partilhar o áudio do equipamento com uma coluna ou auscultadores via Bluetooth LE. Se quiser compreender melhor a utilidade real desta novidade pense num cenário em que está a ver um filme ou ouvir música no computador durante uma viagem de avião e deseja partilhar o som com amigos ou familiares que estão perto e com outros dispositivos de áudio à disposição.

A Microsoft revela no blog oficial da marca que os ‘insiders’ (pessoas que têm acesso prévio a versões de teste do sistema operativo) podem ativar esta funcionalidade de partilha de stream de áudio para dois destinatários diferentes ao mesmo tempo através de um atalho nas Definições do Windows 11.

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Para já, ainda só pode ser testado em Surface Laptops e Surface Pro, mas será gradualmente estendido a outras máquinas. Do lado dos equipamentos de áudio basta que haja suporte para Bluetooth LE (sigla de Low Energy, uma versão do protocolo de comunicação sem fios que consome menos energia).

Como frisa a Cnet, Android, iOS, e MacOS já disponibilizam uma funcionalidade similar.

Bose aposta forte com 2ª geração dos QuietComfort Ultra Headphones

1Nerd4Tech, 31.10.25

Quando lançou os QuietComfort há dois anos, a Bose conseguiu abalar a Sony que parecia ter os XM5 sentados no trono de melhores auscultadores do mercado. Com a segunda geração dos Ultra Headphones, a aposta continua a ser forte.

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Uma das grandes novidades é a integração de Inteligência Artificial para a gestão inteligente do ruído externo. Este sistema analisa continuamente o contexto sonoro, com o intuito de garantir que a voz se mantém clara e natural, mesmo em locais com muito movimento, vento ou ruído de fundo, explica a marca em comunicado de imprensa.

Este modelo estreia também o Modo Cinema, que equilibra automaticamente os diálogos, para que as vozes soem mais nítidas e os efeitos sobrepostos ganham uma dimensão e amplitude que tornam tudo mais real.

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Destaque ainda para o áudio via USB-C, para reduzir a latência em videojogos ou em plataformas como o Spotify, e para o cancelamento de ruído otimizado com tecnologia ActiveSense, que deteta automaticamente as mudanças no ambiente para evitar que ruídos súbitos interrompam a escuta.

De resto, os novos QuietComfort Ultra mantêm a tecnologia CustomTune, que analisa a forma interna do ouvido do utilizador para ajustar o som à anatomia de cada um. É também possível emparelhá-los com dois dispositivos em simultâneo e a autonomia anunciada é de até 30 horas de reprodução contínua com cancelamento ativo ou Modo Consciente ou até 23 horas com o modo Immersive Audio ativo (com três horas de carga completa).

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Os QuietComfort Ultra Headphones de 2ª geração estão disponíveis nas cores violeta, branco e preto. O preço recomendado é de 479€.

Sony WF-C710N em análise: grande potencial com pequenas arestas por limar

1Nerd4Tech, 28.10.25

Quando se fala em melhores auscultadores e auriculares do mercado é normal que o nome Sony venha à baila. Contudo, com os WF-C710N, a marca nipónica pretende vingar noutro segmento: o da relação qualidade-preço.

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Os sucessores dos WF-C700N (lançados em 2023) custam €120 e o modelo que recebemos para teste destaca-se logo pelo tom azul vidro. É, por um lado, uma cor invulgar e, por outro, uma aposta na ‘transparência’. Ou seja, podemos espreitar o interior tanto da caixa como dos próprios auriculares. É uma opção mais arrojada que poderá não agradar a todos os gostos. Pessoalmente, gostei bastante: é diferenciador e transmite uma aura ‘geek’ (um pouco como já se tinha visto nas propostas da Nothing)

Refira-se que os WF-C710N estão igualmente disponíveis em rosa, branco e preto.

 

Características (specs):

Diafragma de 5 mm * Resposta de frequência: 20 Hz – 20 000 Hz * IPX4 * Bluetooth 5.3, ligação multiponto * ANC, DSEE * Autonomia: 8,5 h (com ANC); 30 h com caixa * Tempo de carregamento da bateria: 1,5 h (caixa: 3,5 h) * 5,2 g x2 (caixa: 38 g) * Preço: 120€

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Estes auriculares são relativamente compactos, mas a superfície lateral tem uma dimensão acima da média, o que torna os toques de controlo mais fáceis de detetar: um toque para pausar, dois para avançar, etc., sendo que a app Sound Connect permite personalizar estes gestos a gosto. A caixa de transporte cilíndrica tem um toque excessivamente ‘plastiqueiro’ e acaba por ter um tamanho intermédio, ou seja, já vimos maiores e também já vimos menores. Mas cabe facilmente num bolso das calças, por exemplo. Ainda sobre a caixa, na parte de trás encontramos a porta USB-C para carregamento e na frente está uma pequena luz indicativa do nível de carga.

A nível de ergonomia, a Sony disponibiliza quatro conjuntos de almofadas de silicone de tamanhos diferentes. Optei pelos mais pequenos, mas admito alguma ‘alergia’ a este formato de auricular, pois parece demasiado intrusivo para os meus ouvidos. E isso acabou por refletir-se em audições mais prolongadas, que acabaram por originar um pequeno desconforto.

Por outro lado, os WF-C710N têm certificação IPX4, o que significa que é resistente a pequenos salpicos de água da chuva ou gotas de suor. Algo indispensável para quem pensa usá-los durante a prática desportiva.

 

O ponto forte e as irritações

A qualidade de som parece-me o ponto mais forte destes Sony. Para o preço pedido, o áudio proporcionado pelos drivers de 5 mm surpreende: é pungente, versátil e tem um intervalo dinâmico apreciável. Escutámos diferentes tipos de música – fomos, por exemplo, desde o clássico Fur Elise de Beethoven ao dubstep de um Itchy Scratchy de Subtronics, passando por um Tu Disseste dos Mão Morta ou um Milk of the Madonna dos Deftones – e conseguimos graves, agudos e médios definidos em todos os estilos. Aliás, o poder dos graves superou as nossas expectativas. E para isso muito contribuiu a personalização inicial do som na app Sound Connect em que ajustamos o equalizador de acordo com as nossas preferências. Destaque-se ainda a presença de DSEE (e a ausência de LDAC e aptX).

Na escuta de podcasts, a voz dos interlocutores também se apresentou límpida. E o cancelamento de ruído, que recorre à tecnologia Dual Noise Sensor com os dois microfones, é satisfatório. Não é, claro, capaz de dar a mesma resposta de uns auscultadores, devido à diferença de formato e respetivo impacto no cancelamento passivo, mas reduz algum do ruído externo e nota-se bem quando se passa do modo ANC (Active Noise Cancelling) para o modo ambiente, algo que a Sony consegue fazer automaticamente quando nos levantamos e começamos a caminhar, o que é muito prático.

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Mas nem tudo é perfeito. Para começar, gostávamos que o nível de volume conseguisse chegar a um ponto máximo um pouco mais elevado. Mas o pior foi o facto de a ligação Bluetooth do auricular esquerdo cair muitas vezes, o que é muito frustrante a nível de experiência de utilização. Acredito que possa ser uma anomalia específica da unidade de teste, mas acabou por ser irritante e penaliza a nota final da análise.

Outra aresta que a Sony tem para limar é o índice da bateria que surgia no smartphone indicar inicialmente sempre 100% nas mais diferentes situações para a caixa e os auriculares, o que tornava a indicação pouco fiável a longo prazo. E a própria autonomia pareceu-nos ficar ligeiramente aquém das 8,5 horas indicadas pela Sony.

 

 

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+ Cor azul vidro é diferenciadora e cativante

+ Intervalo dinâmico acima da média para a gama de preço

- Ligação do auricular esquerdo ‘caiu’ algumas vezes

- Ligeiro desconforto em utilizações mais prolongadas

 

 

Nota final (de 0 a 10):

6,5

Uns auriculares com muito boa qualidade de som para o preço pedido, mas com pequenas afinações a rever pela Sony para melhorar a experiência de utilização

O que têm em comum Kylian Mbappé e David Guetta? Os Loewe Leo

1Nerd4Tech, 13.10.25

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O futebolista e o DJ são os embaixadores dos auscultadores topo de gama da marca alemã. Os Loewe Leo incorporam drivers de 50 mm com diafragma em OCE (Olefin Compound Elastomer), amplificador SoundPlus da Texas Instruments (OPA1622), cancelamento de ruído adaptativo (ANC), ligação Bluetooth LE multiponto, compatibilidade com Dolby Atmos, Áudio Espacial e áudio de alta resolução sem fios (codec LC3+ a 96kHz/24bit), e personalização de som via Mimi Sound Personalisation através da app para iOS e Android. A autonomia ronda as 65 horas, de acordo com os dados divulgados pela marca.

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Destaque ainda para a inclusão de uma tecnologia desenvolvida pela Bragi em colaboração com a OpenAI, que permite aos auscultadores oferecer um assistente de voz com IA para comandos, gestão de tarefas e acesso a informações em tempo real, e tradução de voz simultânea em vários idiomas, segundo o comunicado de imprensa da Loewe. Este Assistente Leo está disponível gratuitamente durante um ano (30 mil interações) – após esse período implica uma subscrição mensal de 7,99€.

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No que diz respeito à construção, os Leo são dobráveis e possuem almofadas magnéticas em pele natural. Contam com um estojo rígido 2-em-1 de feltro de lã e bolsa adicional em pele de cordeiro para proteção e transporte. Estão disponíveis em Portugal nas cores bege ou azul.

O preço está ao alcance de poucas carteiras: 1299€.