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1Nerd4Tech

Um blog dedicado ao mundo da tecnologia: novidades, reviews e dicas

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Motorola Edge 70 em análise: Finíssimo!

1Nerd4Tech, 14.01.26

Há uns smartphones que apostam forte na autonomia, há outros que fazem ‘all in’ nas câmaras e depois há o Edge 70, que a Motorola aponta claramente às pessoas que procuram um terminal fino e leve. E este Edge não desaponta nesse campo. Bem pelo contrário.

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Não há como fugir à surpresa quando pegamos no Motorola Edge 70 pela primeira vez. Com 5,99 mm de espessura e 159 g de peso – valores que deixam a concorrência a uma distância considerável –, é muito confortável de segurar. É, aliás, tão fino que chegámos a querer confirmar se não estaríamos perante uma versão ‘de brincar’.
O chassis combina uma estrutura de alumínio com um acabamento em silicone inspirado em nylon. É uma estética elegante e premium, que até acaba por ter a vantagem de não haver marcas de dedadas na traseira. O modelo que recebemos para análise era cinzento, mas o Edge 70 está igualmente disponível em branco, verde escuro e verde claro – tudo tons certificados pela Pantone.

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Gostei bastante dos apontamentos de cor que a Motorola colocou nos aros das câmaras e no botão de atalho que se encontra na lateral esquerda. No caso do nosso modelo cinzento, esses detalhes eram em azul. Por exemplo, na versão verde escura a Motorola optou pelo amarelo. Já agora, continuando na onda dos elogios, a marca oferece uma capa magnética transparente.
Este é, portanto, um terminal muito confortável na mão. Mas isto não lhe retira robustez, já que tem certificação MIL-STD 810H1 para evitar desastres quando cai ao chão e também IP68+IP69 para garantir proteção contra poeiras e água.

 

Características:
Ecrã pOLED de 6,67” (2712x1220, 446 ppi, 20:09) * Processador Snapdragon 7 Gen 4 * 12 GB de RAM * 512 GB de armazenamento * Bateria de 4800 mAh * 2x câmaras traseiras de 50 MP, câmara frontal de 50 MP * Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.4 * Android 16 * Dual SIM (nano SIM + eSIM) * 159x74x5,99 mm * 159 g * Preço: €799

 

O ecrã pOLED tem 6,67 polegadas e impressiona pelo rácio ecrã/corpo de 96,32%. Ou seja, praticamente a totalidade do painel frontal é área de visualização, uma vez que a moldura é muitíssimo reduzida.
A resolução é de 2712x1220 e fui surpreendidos pelo elevado brilho que o Edge 70 é capaz de apresentar. As cores reproduzidas são vivas e há até certificação Pantone e HDR10+ para tons mais autênticos. A ter de apontar alguma coisa, diria que poderia haver mais contraste, mas este acaba por ser um bom smartphone para consumir uma série ou vídeos do YouTube.

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No campo do harware, a Motorola apostou na combinação de 12 GB de RAM (expansível até 16 GB com a funcionalidade Reforço da RAM) com um processador Snapdragon 7 Gen 4. Os benchmarks mostram um desempenho satisfatório – não está ao nível da performance dos topos de gama mais poderosos, mas a verdade é que não sentimos qualquer problema durante a utilização quotidiana. Não é ideal para gaming, mas a navegação é fluída ao consultar e-mails, redes sociais, Internet e algumas apps utilitárias.
O armazenamento é de 512 GB, pelo que não deverá ter problemas com falta de espaço para guardar fotografias, vídeos ou músicas.
Já a bateria é de silício-carbono e tem uma capacidade de 4800 mAh. Conseguirá um dia de autonomia no mínimo sem problemas. O carregamento pode chegar aos 68 W na opção TurboPower, mas o carregador não vem incluído. Se valorizar o carregamento sem fios, saiba que é de 15 W no Edge 70.

 

Benchmarks:
Geekbench 6: CPU single-core – 1330; CPU multi-core – 4119; GPU – 4725 * 3DMark: Wild Life – 7594 (45,48 fps) / Wild Life Extreme – 2062 (12,35 fps)

 

As câmaras pareceram-me o ponto fraco do Edge 70. Não necessariamente porque não tenham qualidade, mas porque estamos perante um smartphone de 800€ e seria de esperar um pouco mais. Mas já lá vamos. Antes disso há que identificar as câmaras que temos à disposição:
* Frontal de 50 MP, 1,28 µm Quad Pixel, abertura f/2.0
* Traseira principal de 50 MP, 2,0µm Ultra Pixel, abertura f/1.8, OIS (Estabilização Ótica de Imagem)
* Traseira ultra grande angular de 50 MP, comprimento focal de 12 mm, 1,28 µm Quad Pixel, campo de visão de 120°, abertura f/2.0
A estas lentes junta-se um sensor de luz dedicado no módulo de câmaras traseiro.
Gostei das selfies com a câmara frontal, já que o efeito ‘bokeh’ (que é basicamente o desfoque do fundo) é conseguido de forma suave e é captado um bom nível de detalhe sem cair na artificialidade de, por exemplo, começar a alisar a pele. Os retratos com a câmara traseira também são convincentes, sendo que apreciei particularmente o facto do modo Retrato permitir alternar rapidamente entre os comprimentos focais de 24 mm, 35 mm ou 50 mm.

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No cômputo geral, fiquei agradavelmente surpreendido pela capacidade do Edge 70 conseguir captar a vivacidade das cores. Mas quando se começam a colocar obstáculos a nível de iluminação, este Motorola não esconde as dificuldades em lidar com ambientes mais escuros. O Modo Noite é capaz de captar boas imagens junto às fontes de luz, mas nota-se o grão nas zonas mais escuras. E o zoom torna-se quase impossível de usar, algo, infelizmente, expectável devido à ausência de uma câmara telefoto. Por exemplo, tentámos puxar pelo zoom numa saída à noite para fotografar um monumento que se encontrava mais longe e o resultado do 20x foi um borrão que acabou por ter de ser apagado.
Destaque ainda para as funcionalidades de Inteligência Artificial disponíveis, como, por exemplo, a criação de um estilo de cor personalizado em detrimento de um mais realista ou a otimização das imagens através do recurso ao Photo Enhancement Engine.

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Termino com uma referência ao software. O Edge 70 vem com Android 16 e a promessa de que receberá quatro grandes atualizações do sistema operativo e updates de segurança quinzenais até Julho de 2031.
E, claro, sendo um Motorola, não faltam os gestos Moto, de que sou fã e que permitem definir atalhos para ações específicas. Quer exemplos? Agitar o smartphone para ativar a lanterna ou girar o pulso duas vezes para abrir a câmara.

 


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Qualidade de construção premium e espessura muito reduzida é um mimo estético e ergonómico
Ecrã com muito brilho e cores vivas
Desempenho não é avassalador
Câmaras desiludem para a gama de preço

 


Nota (de 0 a 10):
7,5
Um smartphone de sonho para quem privilegia uma espessura muito reduzida. Para os outros utilizadores, há alternativas com melhor relação qualidade/preço

Vorwerk Kobold VM7 em análise: um fiel escudeiro

1Nerd4Tech, 24.12.25

É possível que ainda não esteja familiarizado com o nome Vorwerk, mas esta é a marca que detém os populares robots de cozinha Bimby. Aqui não vamos colocar à prova os dotes culinários, mas antes os de limpeza, já que a Vorwerk também trabalha a linha Kobold, que é composta por aspiradores.
O VM7 é um aspirador de mão, indicado para pequenas tarefas. Não é claramente uma opção para limpar a casa de uma ponta à outra, é sim um complemento a um outro aspirador.

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O design é elegante e discreto, apostando nos tons branco e preto – o outro único apontamento de cor é o botão para ligar/desligar que é verde e se situa na zona do dedo indicador da pega. Mas este Kobold destaca-se verdadeiramente é na ergonomia. Com 840 gramas de peso bem distribuídas pelo centro de gravidade, é fácil de transportar para qualquer lado e não cansa o braço durante as sessões de limpeza. Algo que também é facilitado pela própria natureza do equipamento: ao assumir-se como um aspirador de mão, o VM7 não conta, à partida, com períodos de utilização consecutiva muito prolongados.

 

Características:
2 níveis de sucção: normal e boost * Bocal expansível (de 36 para 90 mm) * Ruído: < 80 dB * Filtro multicamadas incluído, ranhura para pastilha de ambientador Airumo * Carregamento da bateria de iões de lítio por USB-C (cabo incluído) * 840 g * 45,9 cm de comprimento * Preço: 199€

 

No nosso caso, acabámos por usar este Kobold para aspirar alguns recantos da casa habitualmente negligenciados pelo aspirador robótico, secretárias, gavetas e o automóvel. O VM7 não é particularmente potente, mas acaba por ter uma performance satisfatória e há dois níveis de sucção à disposição: normal e boost (só precisa de ficar a pressionar o botão para o ativar). Tendo em conta as dimensões relativamente reduzidas, esperávamos que fizesse um pouco menos de ruído.
O bocal é expansível, o que faz com um simples toque num botão se consiga passar de uma área de limpeza de 36 mm para uma de 90 mm. Quando quiser voltar a contar com um bocal mais reduzido, só precisa de o fechar com os dedos.

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A bateria de iões de lítio carrega por USB-C e o cabo está incluído. A autonomia ficou acima do que esperávamos (ronda os 20 minutos). Após uma carga completa inicial, conseguimos aspirar o automóvel e vários recantos da casa sem ser preciso recorrer novamente à tomada. Um pormenor que valorizamos bastante: é fácil trocar a bateria, no caso de ocorrer algum imprevisto. Duas discretas patilhas na ponta da pega podem ser pressionadas e depois é só retirar a bateria do compartimento. Simples e rápido.
Refira-se ainda que é possível colocar o VM7 numa estação de carregamento com suporte de parede (modelo CK7), mas que tem de ser adquirida à parte.

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O depósito não tem uma grande capacidade, como seria expectável para este tipo de equipamento, mas é fácil de esvaziar. É que basta pressionar um botão para abrir o compartimento e fazer com que sujidade seja diretamente encaminhada para, por exemplo, o caixote do lixo. E saliente-se também que este Kobold vem com um filtro multicamadas substituível e possui uma ranhura para colocar uma pastilha de ambientador Airumo.
Uma nota final para referir que o manual de instruções traz um código QR que remete para um manual online, onde é possível obter instruções mais detalhadas sobre os vários tópicos do VM7.

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Leve e ergonómico
Simples de operar
Ruidoso para um aspirador tão pequeno
Dispendioso para um equipamento complementar


Nota (de 0 a 10):
7,5
Um aspirador de mão prático, ergonómico e eficaz. Mas o investimento de €200 é pouco racional para a maioria das famílias

Google Pixel Buds 2a em análise: Conforto extremo

1Nerd4Tech, 03.12.25

Inspirados no design dos Pixel Buds Pro 2, estes Buds 2a revelaram-se uma boa surpresa desde o momento em que peguei neles. A caixa tem uma dimensão reduzida e um formato oval, ou seja, é toda arredondada, sem arestas – confortável na mão e cabe em qualquer bolso sem dificuldades. A porta de carregamento por USB-C encontra-se na base e há apenas um botão na traseira para forçar o emparelhamento. De resto, apenas há a destacar uma pequena luz indicativa de carregamento. Portanto, o minimalismo impera.

Os Buds 2a estão disponíveis nas cores que a Google batizou de Íris e Avelã. Esmiuçando o marketing, a caixa é sempre branca e varia o tom da risca e do interior, que pode ser roxo ou preto. Recebi os Irís para teste (leia-se, os roxos) e gostei bastante da estética.

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Mas admito que não estava preparado para a minha reação quando os coloquei nos ouvidos pela primeira vez. Costumo ser um bocado ‘picuinhas’ com os auriculares que têm um formato mais intrusivo – como aconteceu com os Sony WF-C710N –, daí o meu espanto quando dei conta o quão confortáveis são depois de rodar ligeiramente para um encaixe perfeito. Nem precisei de trocar as pontas de silicone. Costumo optar pelas mais pequenas possíveis, mas, desta vez, deixei estar as médias que vinham já colocadas (sendo que a Google coloca à disposição mais três tamanhos: grandes, pequenas e extra pequenas).

Aproveitei também para praticar desporto com eles, incluindo corridas na rua, e nunca houve o risco de os auriculares caírem dos ouvidos. E têm certificação IP54, o que garante resistência a suor e gotas de água.

A autonomia também não foi problema e a Google cumpriu com o anunciado: cerca de 7 horas com o cancelamento de ruído ativo, valor que pode ser estendido até às 20h quando se recorre à caixa de transporte. E 5 minutos de carregamento são suficientes para mais uma hora de audição.

 

Características

Driver de 11 mm * Processador Google Tensor A1 * Cancelamento ativo de ruído com Silent Seal 1.5 * IP54 (auriculares) e IPX4 (caixa) * Bluetooth 5.4, Bluetooth multiponto * Compatível com Android e iOS * 23,1x16x17,8 mm (auriculares) e 50x24,5x57,2 mm (caixa) * 4,7 g (cada auricular) e 47,6 g (caixa) * Preço: 149€

 

Depois de ter marcado pontos no campo da ergonomia, estava curioso para ver como os Buds 2a se comportariam a nível de desempenho. Refira-se que estes são os primeiros auriculares A-Series a oferecer Cancelamento Ativo de Ruído (também conhecido como ANC, de Active Noise Cancellation).

A ‘dar gás’ a estes Pixel está um driver de 11 mm e o processador Tensor A1. Depois de múltiplas horas de escuta de músicas, podcasts e séries, podemos dizer que os Buds 2a são, acima de tudo, versáteis. Por exemplo, tenho o hábito de ouvir podcasts enquanto faço compras no hipermercado e o barulho em redor era tão alto que não conseguia escutar convenientemente as vozes dos interlocutores com o modo Transparência ativo. Mas quando mudei para o modo Cancelamento de Ruído… Puff… Magia! Foco no podcast e eliminação conveniente do barulho circundante.

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Como seria de esperar pelos 149€ de preço, estes não são auriculares com um áudio de arromba para os audiófilos. Não há o poder arrebatador dos graves que já vimos em outras propostas topo de gama. A Google dá acesso na app a um equalizador que permite ajustar 5 bandas: agudos altos, agudos, médios, graves e graves baixos. Contudo, não tive uma boa experiência com a funcionalidade, já que não consegui gravar perfis de som diferentes.

A nível de chamadas, tudo correu bem. Mesmo na rua, a voz do outro interlocutor é claramente percetível e a do emissor também chega em boas condições graças aos dois microfones em cada auricular.

Como os Buds 2a são pequenos, os controlos por toque podem ser desafiantes no início – quem nunca levou o dedo ao ouvido e falhou o auricular?... Mas, como se tornou habitual em praticamente todas as marcas, é possível aprender na app os gestos, ou seja, que ação correspondente a um toque, dois toques, toque prolongado, etc.

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De resto, há uns mimos que se valorizam na utilização quotidiana: o Assistente de Voz ler as notificações, a música pausar automaticamente quando retiramos os auriculares dos ouvidos ou o Fast Pair em que o emparelhamento é feito num ápice e com uma intervenção diminuta, por exemplo.

E apreciei particularmente a funcionalidade Localizador, em que os auriculares vão emitindo um som num tom crescente para que consigamos encontrá-los. Sim, porque eu sou uma daquelas pessoas que já perdeu um auricular num voo…

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Os auriculares mais confortáveis que já testei

Qualidade de som mais do que satisfatória para a esmagadora maioria dos utilizadores

Não deu para gravar perfis de som diferentes na app

Controlo por gestos não permite ajustar volume

 

 

Nota (de 0 a 10)

8,5

Uns auriculares que se destacam pelo conforto e pela versatilidade na qualidade de som. Uma proposta tentadora para o preço pedido.

Ghost of Yotei em análise: ‘Big in Japan’

1Nerd4Tech, 26.11.25

5 anos depois de Ghost of Tsushima, a Sucker Punch volta ao Japão para nos trazer Ghost of Yotei. Mas, atenção, não estamos perante uma sequela tradicional, pois apesar de muitos traços de jogabilidade se manterem, o enredo é diferente.

Ghost of Yotei decorre no século XVII, ou seja, cerca de 300 anos depois da história protagonizada por Jin Sakai. Neste novo título assumimos o papel de Atsu, uma mercenária solitária que é atormentada pelos eventos que decorreram 16 anos antes e em que a sua família foi dizimada pelo grupo ‘Os 6 de Yotei’. Como é fácil de adivinhar, a nossa heroína está com sede de vingança.

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Com áudio disponível em português, inglês e japonês, Ghost of Yotei impressiona desde o início pela cinematografia quando andamos a explorar o Japão rural. É até possível escolher diferentes filtros para uma experiência ainda mais parecida com a Sétima Arte, como um modo a preto e branco que é inspirado nos filmes de Akira Kurosawa.

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Mas a cinematografia vai mais além, nota-se na composição das cenas, na iluminação, nos enquadramentos… Um pouco como já tínhamos visto em Ghost of Tsushima, é certo, mas agora de forma mais refinada. Este é, aliás, um traço transversal a Ghost of Yotei quando o comparamos com o antecessor: pegou nos melhores traços do jogo anterior e tentou elevá-los; ouviu as críticas e tentou minimizar os pontos fracos.

Vamos a exemplos. O maior problema do título original de 2020 é que acabava por se tornar demasiado repetitivo, com os mesmos tipos de missões a decorrerem em ambientes diferentes. Assim, Atsu tem agora à disposição missões secundárias mais variadas, pode contar com a ajuda de uma loba nos combates e tem mais armas ao dispor.

Enquanto Jin Sakai envergava sempre a sua espada e recorria a diferentes posturas contra inimigos de características específicas, Atsu conta com uma lança ou catana dupla, por exemplo. Armas de combate corpo-a-corpo que são desbloqueadas ao longo da narrativa e que se juntam a outras de longa distância, como arcos, e de arremesso, como kunai ou bombas.

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Depois há muito para explorar na evolução dos atributos da nossa mercenária, como novos golpes. Uma exploração que dependerá muito do estilo de jogo de cada um, já que neste título de ação na terceira pessoa tanto pode optar por uma abordagem com assassinatos mais discretos (a minha preferida, admito) como por uma abordagem mais ‘à bruta’.

De resto, para melhorar as capacidades de Atsu é fortemente recomendável explorar o vasto mapa para encontrar altares, termas e afins que dão direito a prémios. Contudo, confesso que fiquei desanimado por Yotei já não contar com a composição de haikus presente em Tsushima – agora foi substituído por pinturas no touchpad do comando. Ainda me recordo com carinho do meu haiku preferido composto por Jin Sakai: “Folhas sobre o meu pai / Aqui jaz, a alma foi / Agora estou só”.

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Há ainda a possibilidade de nos transformarmos em caçadores de prémios, perseguindo foras-da-lei e sendo recompensados financeiramente por isso, ou entrar em antros de jogo para tentar ganhar dinheiro ou amuletos extra. Algo particularmente relevante para quem gosta de depois investir em máscaras ou chapéus e na melhoria de armaduras e armas.

São muitas formas de obter recursos e inúmeras missões secundárias num mapa que se vai revelando à medida que vamos no encalço de cada um de ‘Os 6 de Yotei’. Ou seja, estão garantidas dezenas de horas de jogo para quem deseja embrenhar-se neste Japão rural.

 

Características:

Plataforma: PlayStation 5 * Estúdio: Sucker Punch * Preço: 79,99€

 

Quer isto dizer que é tudo ótimo? Não. Yotei não é tão repetitivo como Tsushima, mas a mecânica, apesar das diferentes nuances, é bastante semelhante. Se não apreciou o jogo anterior, este não o deverá cativar particularmente. O enredo também tem uns ‘twists’ que acabam por ser previsíveis. Alguns NPCs têm um aspeto demasiado genérico e similar entre si. E há alguns ‘glitches’ nas cutscenes em que as máscaras e chapéus da protagonista aparecem e desaparecem sem contexto.

Uma nota final para salientar que este exclusivo da PlayStation 5 volta a fazer bom uso das capacidades do DualSense. É que usamos o comando para realizar tarefas tão díspares como cozinhar, desenhar, tocar um instrumento ou começar uma fogueira tirando partido das características únicas do periférico da Sony.

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Cinematografia em alta e paisagens arrebatadoras num mundo aberto com muito para explorar

Liberdade e variedade no combate e na personalização de Atsu

Nada de particularmente novo para quem não ficou fã de Ghost of Tsushima

Alguns glitches em cutscenes que indicam falta de atenção aos pormenores

 

 

Nota (de 0 a 10)

8,5

Não é uma sequela de Ghost of Tsushima, mas pega nos pontos fortes do título anterior e eleva ainda mais a experiência de jogo. Muitas horas de jogo garantidas graças ao mapa extenso e às inúmeras missões secundárias

Google Pixel 10 Pro em análise: Tardou, mas não falhou

1Nerd4Tech, 19.11.25

2025 marca o décimo aniversário do desenvolvimento do Pixel, mas os portugueses tiveram de esperar até 2023 para poderem passar a ter acesso oficial às propostas da Google. A marca tardou a chegar ao mercado nacional, mas chegou com ganas. Afinal de contas, falamos da empresa responsável pelo Android, o sistema operativo usado pela esmagadora maioria dos fabricantes de smartphones (a Apple com o seu iOS joga num campeonato à parte). Que a Google começasse a fabricantes os seus próprios telemóveis pareceu sempre uma questão de tempo e de capacidade de gestão do ecossistema de parceiros (estar a vender o seu sistema operativo a nomes como Samsung ou Xiaomi e, ao mesmo tempo, lançar dispositivos concorrentes implica algum jogo de cintura).

Pessoalmente, estava muito curioso em testar o Pixel 10 Pro. A chegada oficial da Google ao mercado português coincidiu, mais ou menos, com a minha saída da área de reviews profissionais, e tinha tido apenas um contacto esporádico com as propostas Pixel (o meu smartphone ‘da empresa’ é um Pixel 8a). É quase como começar a testar uma marca do zero. E isso é aliciante.

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Há uma inegável aura de topo de gama no Pixel 10 Pro. É elegante e tem boa qualidade de construção. Apesar do peso e espessura acima da média, é confortável na mão, muito graças ao rebordo em metal com acabamento acetinado e à traseira em vidro polido. Está à venda nas cores preto, branco, cinzento e verde.

A nível de design, o ‘elefante na sala’ é o módulo de câmaras, que ocupa toda a largura do terminal. Por um lado, isto impede que o Pixel se ‘desequilibre’ quando o pousamos numa superfície plana, mas, por outro lado, a saliência é considerável e pouco estética. Uma questão que pode ser minimizada com uma capa, algo que a Google não disponibiliza na caixa (nem uma daquelas transparentes mais básicas).

Aliás, o carregador também não está incluído. Uma tendência que se tornou geral, bem sei, mas difícil de entender para um smartphone que implica o investimento de 1119€ (e é a versão mais barata). Por exemplo, o meu telefone pessoal tem 6 anos e o carregador é USB-A para USB-C, o que significa que nem serve para carregar o Pixel. Dar mais de mil euros por um telemóvel e depois ainda ter de gastar mais num carregador e numa capa de proteção acaba por ser penalizador.

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Dito isto, refira-se que o Pixel 10 Pro conta com Corning Gorilla Glass Victus 2 e certificação IP68 para uma maior resistência a quedas, riscos, derrames e poeira. E conta igualmente com a tecnologia magnética Pixelsnap. Isto significa que é possível encaixar carregadores, suportes ou outros acessórios compatíveis no Pixel 10.

 

Características (specs):

Ecrã LTPO OLED de 6,3” (1280x2856 a 495 ppp, 20:9) * Processador Google Tensor G5 * 16 GB de RAM * 128 GB de armazenamento * Bateria de 4870 mAh * Câmaras: grande angular de 50 MP; ultra grande angular de 48 MP; teleobjetiva de 5x de 48 MP; frontal de 42 MP * Wi-Fi 7, Bluetooth 6 * IP68 * Android 16 * 152,8x72x8,6 mm * 207 g * Preço: 1119€

 

O Pixel 10 Pro conta com um ecrã LTPO OLED de 6,3” – se apreciar painéis maiores, a Google disponibiliza a versão Pro XL, que tem 6,8”. Gostámos das cores vibrantes e da definição apurada (resolução de 2856x1280), acabando por ser uma boa opção para quem gosta de ver umas séries no smartphone (o rácio é de 20:9). A taxa de atualização pode chegar aos 120 Hz, o que garante fluidez, e o brilho máximo pode atingir os 3300 nits (até 2200 nits em HDR). Um brilho muito elevado, mas que não é milagroso. Por exemplo, num dia soalheiro, fomos tirar umas fotos sob forte exposição solar e era quase impercetível perceber o que estava a ser exibido no ecrã.

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Em termos de desempenho, temos um processador Tensor G5 e 16 GB de RAM como força motriz. Os benchmarks mostram que este não é o smartphone mais poderoso do mercado (os testes de single-core, por exemplo, colocam o Pixel 10 Pro no mesmo patamar do Samsung Galaxy S24 Ultra que incorpora um chip Snapdragon 8 Gen 3 da Qualcomm e que foi lançado no início de 2024). Mas, na prática, não sentimos quaisquer problemas durante os testes. Rapidez na navegação e na alternância de apps, mesmo com várias abertas em simultâneo, fluidez no scroll – claramente, os topos de gama têm uma performance que satisfaz plenamente a esmagadora maioria dos utilizadores. Todavia, a traseira aqueceu um pouco quando puxámos muito pelo grau de exigência das tarefas.

 

Benchmarks:

Geekbench 6: CPU single-core – 2045; CPU multi-core – 4501; GPU – 3094 * PCMark 3.0: 15952 * 3DMark: Wild Life Extreme – 3177

 

A versão que recebi para teste foi a de 128 GB de armazenamento. A mais modesta, portanto. Mas, ainda assim, mais do que suficiente para quem tem muitas apps instaladas por motivos profissionais e que gosta de guardar vários anos de fotografias no dispositivo. E, claro, a menor capacidade de armazenamento também significa um preço mais simpático.

A bateria de 4870 mAh teve um bom comportamento. A capacidade não é grande – fica até abaixo da barreira psicológica dos 5000 mAh numa altura em que a Oppo até lançou um topo de gama com 7500 mAh –, mas já se sabe que a rentabilização do sistema operativo faz muita diferença a nível de eficiência energética. Portanto, conseguirá um mínimo de um dia de utilização sem ter de ligar o Pixel à corrente (e voltamos a frisar que o carregador tem de ser comprado à parte e estamos limitados a uns 'lentos' 30 W). A nível de carregamento sem fios Pixelsnap, há certificação Qi2 para se poder chegar até aos 15 W.

E como aludimos ao sistema operativo, há que aplaudir a garantia dada pela Google de acesso a atualizações e novas funcionalidades durante 7 anos. De resto, no campo do software, destaque-se a presença da funcionalidade de deteção de acidentes de carro e alertas de crise, sem esquecer, como não podia deixar de ser, a forte integração com Gemini para tentar rentabilizar a componente de Inteligência Artificial. O Pixel 10 até inclui uma subscrição de um ano do plano Google AI Pro (que oferece acesso, por exemplo, a Gemini no Gmail e Documentos ou a Veo 3 Fast para criar vídeos).

Merece igualmente destaque a estreia da interface gráfica Material 3 Expressive, embora ache que a maioria das pessoas não vai sentir grande diferença na experiência de utilização, já que as principais novidades se prendem com umas animações mais dinâmicas e fluídas.

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Concentremos agora as atenções naquilo que mais gostámos no Pixel 10 Pro: a fotografia. Cores vivas, bons contrastes, pormenores captados com rigor, um zoom potente e eficaz, um modo noite surpreendente e selfies com detalhe. Como é que a Google chega lá? Com uma equipa composta por um quarteto de câmaras:

  • Grande-angular Octa PD de 50 MP, abertura de ƒ/1.68, campo de visão de 82°, sensor de imagem de 1/1,3"
  • Ultra grande-angular Quad PD de 48 MP com focagem automática, abertura de ƒ/1,7, campo de visão de 123°, sensor de imagem de 1/2,55"
  • Teleobjetiva Quad PD de 48 MP com estabilização ótica de imagem, abertura de ƒ/2,8, campo de visão de 22°, zoom ótico de 5x, sensor de imagem de 1/2,55"
  • Frontal Dual PD de 42 MP com focagem automática, abertura de ƒ/2,2, campo de visão Ultrawide de 103°

Aproveitámos um dia bonito para uma sessão fotográfica no pontão da Marginal de Oeiras e gostámos particularmente da cor do céu e das nuvens detalhadas nas imagens que captámos.

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Destacamos também o zoom digital. Deixamos abaixo uma foto do Farol do Bugio com 1x e, de seguida, outra tirada no mesmo sítio com zoom de 100x, deixando o chip Tensor G5 trabalhar com um modelo de imagens generativas novo para refinar detalhes mais complexos.

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Por fim, o modo Noite, em que, por exemplo, num quarto às escuras, com a única fonte de luz a vir do corredor, consegui esta foto da ‘sidekick’ Lucky.

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Fotografar com o Pixel 10 Pro acabou por ser, acima de tudo, uma experiência divertida. Até mesmo para os iniciantes (como eu, no fundo), pois é disponibilizado um modo Assistente, que oferece sugestões para melhorar as fotografias. Quer exemplos? Como escolher um enquadramento e uma composição diferentes para cada imagem. E também há o Melhor Take Automático, que pode ser ativado quando o smartphone deteta que está a tirar uma foto de grupo. Aí são analisadas até 150 fotogramas em apenas alguns segundos, procurando o momento em que cada pessoa está com o aspeto mais adequado.

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Em suma, não será o melhor smartphone da atualidade, mas o Pixel 10 Pro apresenta argumentos pungentes para combater de igual para igual na arena dos topos de gama. A Google não aparece ainda no top 5 das marcas com maiores quotas de mercado e nos Estados Unidos não passa dos 3%, mas a qualidade está lá. Será mais uma questão de tempo?

 

 

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Toque premium na mão e boa qualidade de construção

Fotografia de excelência com cores vibrantes e uns brilharetes no modo noturno e no zoom

Módulo traseiro das câmaras sai demasiado do chassis

Carregador e capa deviam ser obrigatórios em smartphones desta gama de preço

 

 

Nota (0 a 10)

8

Um topo de gama versátil e recheado de atributos. Pode não ser o melhor do mercado, mas também não custa tanto como outros concorrentes

EA Sports FC 26 em análise: o que se pode dar a quem já tem tudo?

1Nerd4Tech, 07.11.25

Perdeu a denominação FIFA, mas mantém o ritmo de um jogo novo a cada ano. EA Sports FC 26 chega com Jude Bellingham e Jamal Musiala na capa, que assim se juntam a Zlatan Ibrahimović, a estrela da versão Ultimate Edition do título. Para mim, foi a oportunidade de regressar a uma franquia que não tinha jogado nos últimos três anos. Confesso que estava particularmente curioso em ver o que tinha andado a perder.

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Curioso e desconfiado. É que posso confessar que, durante os anos da batalha FIFA vs PES sobre qual o melhor simulador de futebol, fui sempre ‘team Konami’. Aliás, o Pro Evolution Soccer ou Winning Eleven fizeram-me comprar a minha primeira consola – uma PlayStation 2 –, tal o meu fascínio pelo jogo. Cheguei a jogar a versões do jogo com os menus em japonês (adivinhava os nomes dos jogadores pelos gráficos das notas) ou customizadas para o campeonato português (ainda me recordo das alegrias proporcionadas pelos atacantes Laelson e Demétrios do Moreirense). Participei em torneios de amigos com o meu Arsenal e o seu 4-2-2-2, onde Thierry Henry espalhava magia. Olhava para FIFA com algum desdém, faltava-lhe a vertigem ‘arcade’ de PES, era meio insosso.

Mas não deixei de estar atento ao longos desses anos. Ia vendo como o título evoluía e joguei várias versões. Mas a jogabilidade da Konami continuava a levar a minha preferência. Até que a guerra teve um vencedor claro e o PES foi relegado para segundo plano. O FIFA até mudou de nome. Por tudo isto, mergulhei mais a fundo em EA Sports FC 26.

Para começar, o número de opções à disposição impressiona. Não só nas opções, mas principalmente nos diferentes tipos de jogo. Um amigável rápido? Com certeza. Construir um clube de raiz? Pode ser. Criar um jogador e dedicar-se exclusivamente à evolução dele? Claro! Testar os dotes de treinador quase como se faz em Football Manager com os novos Desafios ao Vivo? Também há. Equipas e seleções masculinas, equipas e seleções femininas – são mais de 20.000 atletas, distribuídos por mais de 750 clubes e seleções nacionais, a competir em mais de 120 estádios e 35 ligas… As possibilidades são quase infinitas.

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Há ainda dois modos de jogo: a Autêntica, que visa oferecer uma experiência mais fiel no Modo Carreira, com ressaltos, bloqueios e desvios baseados na física, para gerar resultados mais imprevisíveis e realistas, sendo que os colegas de equipa têm um comportamento mais responsável em termos posicionais, enquanto os desarmes, cabeceamentos e cantos refletem as taxas de sucesso do mundo real; e a Competitiva, que é ajustada para uma ação frente-a-frente no Ultimate Team e nos Clubes, com passes mais rápidos, ressaltos mais inteligentes do guarda-redes e um controlo mais direto.

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E, sim, depois de ter saltado umas gerações, Sports FC cativou-me. Graficamente, está muito bem conseguido. Os movimentos dos jogadores, tanto os de campo como os guarda-redes, são fluídos e realistas. As próprias condições atmosféricas e do terreno (e a forma como condicionam o jogo) roçam a perfeição. Podemos frisar que alguns rostos são cópias quase idênticas dos futebolistas reais, mas também há outros (os menos famosos) que levam apenas um tratamento genérico.

A nível de licenciamento, a EA realizou um trabalho meritório. Só em algumas equipas italianas – como AC Milão, Inter de Milão ou Nápoles, por exemplo – somos brindados com nomes e equipamentos que não são oficiais.

 

Características (specs):

Plataformas: PlayStation 5 (testado), PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, PC, Amazon Luna, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2 * Preço: €79,99 (Ultimate Edition - €109,99)

 

A jogabilidade conquistou-me. Personalizei o comando às minhas velhinhas preferências e redescobri o prazer de um simulador de futebol: menos impetuoso do que os tempos áureos em que jogava muitas horas na PS4, mas realista e divertido. E com uma miríade de possibilidades de ajustes táticos, como mais funções de jogador, que despertam o Guardiola que há em nós.

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Uma nota ainda para um tema que me é particularmente querido: as equipas clássicas. Temos à disposição o XI Lendário que conta com jogadores lendários como Eusébio, Pelé ou Cruyff, e o Soccer Aid, com craques mais recentes, como Ronaldo, Zidane ou van Basten. E ainda, como testei a Ultimate Edition, o Zlatan FC, uma equipa onde todos os elementos do plantel, nas suas mais variadas posições, são Ibrahimović – até o treinador… Diverti-me imenso, confesso. Mais do que esperava. Mas gostaria de poder usar estas equipas ou alguns dos seus jogadores em mais do que meros amigáveis. Não poder usar estes plantéis em quaisquer campeonatos, mesmo offline, parece-me o desperdiçar de um grande potencial.

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De resto, há pequenos pormenores que vão cativando, como começar uma carreira de jogador no Benfica com Bruno Lage à frente da equipa e depois ver os servidores a fazerem a atualização para José Mourinho. Ou olhar para a bancada e ver uma mascote de águia junto aos adeptos. E já que falamos no modo Carreira, destaque para a nova funcionalidade Arquétipos, que permite evoluir atributos de forma mais personalizada e inspirada em lendas. Um exemplo: ser mais explosivo no arranque após uma tabela 1-2 como fazia Ronaldinho Gaúcho.

A grande questão é: faz sentido este modelo de negócio? Pagar €80 todos os anos por um jogo que apenas vai mudando ligeiramente e atualizando plantéis e as notas dos jogadores? Para o consumidor, a resposta é inequívoca: não! Mas a Konami tentou alterar isto ao lançar apenas updates anuais em vez de um título novo a cada 12 meses e acabou por ter PES obliterado pela concorrência. Portanto, se não tem nenhum simulador de futebol na biblioteca, EA Sports FC 26 é imperdível: uma panóplia de opções, excelentes gráficos e jogabilidade cativante. Se comprou o do ano passado, o investimento de mais €80 agora é pouco racional.

 

 

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Fluidez de movimentos e capacidade gráfica impressionam

Um Zlatan aqui, um Zlatan ali, um Zlatan acolá… Muito divertido este Zlatan FC da Ultimate Edition

Seria bom poder usar estes craques lendários em mais do que simples amigáveis

Ultimate Team e a saga das microtransações com coins…

 

 

Nota final (de 0 a 10):

8,5

O melhor simulador de futebol de sempre. Só não fica bem na biblioteca de jogos de quem já gastou dinheiro na versão do ano passado.