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1Nerd4Tech

Um blog dedicado ao mundo da tecnologia: novidades, reviews e dicas

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Motorola Edge 70 em análise: Finíssimo!

1Nerd4Tech, 14.01.26

Há uns smartphones que apostam forte na autonomia, há outros que fazem ‘all in’ nas câmaras e depois há o Edge 70, que a Motorola aponta claramente às pessoas que procuram um terminal fino e leve. E este Edge não desaponta nesse campo. Bem pelo contrário.

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Não há como fugir à surpresa quando pegamos no Motorola Edge 70 pela primeira vez. Com 5,99 mm de espessura e 159 g de peso – valores que deixam a concorrência a uma distância considerável –, é muito confortável de segurar. É, aliás, tão fino que chegámos a querer confirmar se não estaríamos perante uma versão ‘de brincar’.
O chassis combina uma estrutura de alumínio com um acabamento em silicone inspirado em nylon. É uma estética elegante e premium, que até acaba por ter a vantagem de não haver marcas de dedadas na traseira. O modelo que recebemos para análise era cinzento, mas o Edge 70 está igualmente disponível em branco, verde escuro e verde claro – tudo tons certificados pela Pantone.

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Gostei bastante dos apontamentos de cor que a Motorola colocou nos aros das câmaras e no botão de atalho que se encontra na lateral esquerda. No caso do nosso modelo cinzento, esses detalhes eram em azul. Por exemplo, na versão verde escura a Motorola optou pelo amarelo. Já agora, continuando na onda dos elogios, a marca oferece uma capa magnética transparente.
Este é, portanto, um terminal muito confortável na mão. Mas isto não lhe retira robustez, já que tem certificação MIL-STD 810H1 para evitar desastres quando cai ao chão e também IP68+IP69 para garantir proteção contra poeiras e água.

 

Características:
Ecrã pOLED de 6,67” (2712x1220, 446 ppi, 20:09) * Processador Snapdragon 7 Gen 4 * 12 GB de RAM * 512 GB de armazenamento * Bateria de 4800 mAh * 2x câmaras traseiras de 50 MP, câmara frontal de 50 MP * Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.4 * Android 16 * Dual SIM (nano SIM + eSIM) * 159x74x5,99 mm * 159 g * Preço: €799

 

O ecrã pOLED tem 6,67 polegadas e impressiona pelo rácio ecrã/corpo de 96,32%. Ou seja, praticamente a totalidade do painel frontal é área de visualização, uma vez que a moldura é muitíssimo reduzida.
A resolução é de 2712x1220 e fui surpreendidos pelo elevado brilho que o Edge 70 é capaz de apresentar. As cores reproduzidas são vivas e há até certificação Pantone e HDR10+ para tons mais autênticos. A ter de apontar alguma coisa, diria que poderia haver mais contraste, mas este acaba por ser um bom smartphone para consumir uma série ou vídeos do YouTube.

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No campo do harware, a Motorola apostou na combinação de 12 GB de RAM (expansível até 16 GB com a funcionalidade Reforço da RAM) com um processador Snapdragon 7 Gen 4. Os benchmarks mostram um desempenho satisfatório – não está ao nível da performance dos topos de gama mais poderosos, mas a verdade é que não sentimos qualquer problema durante a utilização quotidiana. Não é ideal para gaming, mas a navegação é fluída ao consultar e-mails, redes sociais, Internet e algumas apps utilitárias.
O armazenamento é de 512 GB, pelo que não deverá ter problemas com falta de espaço para guardar fotografias, vídeos ou músicas.
Já a bateria é de silício-carbono e tem uma capacidade de 4800 mAh. Conseguirá um dia de autonomia no mínimo sem problemas. O carregamento pode chegar aos 68 W na opção TurboPower, mas o carregador não vem incluído. Se valorizar o carregamento sem fios, saiba que é de 15 W no Edge 70.

 

Benchmarks:
Geekbench 6: CPU single-core – 1330; CPU multi-core – 4119; GPU – 4725 * 3DMark: Wild Life – 7594 (45,48 fps) / Wild Life Extreme – 2062 (12,35 fps)

 

As câmaras pareceram-me o ponto fraco do Edge 70. Não necessariamente porque não tenham qualidade, mas porque estamos perante um smartphone de 800€ e seria de esperar um pouco mais. Mas já lá vamos. Antes disso há que identificar as câmaras que temos à disposição:
* Frontal de 50 MP, 1,28 µm Quad Pixel, abertura f/2.0
* Traseira principal de 50 MP, 2,0µm Ultra Pixel, abertura f/1.8, OIS (Estabilização Ótica de Imagem)
* Traseira ultra grande angular de 50 MP, comprimento focal de 12 mm, 1,28 µm Quad Pixel, campo de visão de 120°, abertura f/2.0
A estas lentes junta-se um sensor de luz dedicado no módulo de câmaras traseiro.
Gostei das selfies com a câmara frontal, já que o efeito ‘bokeh’ (que é basicamente o desfoque do fundo) é conseguido de forma suave e é captado um bom nível de detalhe sem cair na artificialidade de, por exemplo, começar a alisar a pele. Os retratos com a câmara traseira também são convincentes, sendo que apreciei particularmente o facto do modo Retrato permitir alternar rapidamente entre os comprimentos focais de 24 mm, 35 mm ou 50 mm.

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No cômputo geral, fiquei agradavelmente surpreendido pela capacidade do Edge 70 conseguir captar a vivacidade das cores. Mas quando se começam a colocar obstáculos a nível de iluminação, este Motorola não esconde as dificuldades em lidar com ambientes mais escuros. O Modo Noite é capaz de captar boas imagens junto às fontes de luz, mas nota-se o grão nas zonas mais escuras. E o zoom torna-se quase impossível de usar, algo, infelizmente, expectável devido à ausência de uma câmara telefoto. Por exemplo, tentámos puxar pelo zoom numa saída à noite para fotografar um monumento que se encontrava mais longe e o resultado do 20x foi um borrão que acabou por ter de ser apagado.
Destaque ainda para as funcionalidades de Inteligência Artificial disponíveis, como, por exemplo, a criação de um estilo de cor personalizado em detrimento de um mais realista ou a otimização das imagens através do recurso ao Photo Enhancement Engine.

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Termino com uma referência ao software. O Edge 70 vem com Android 16 e a promessa de que receberá quatro grandes atualizações do sistema operativo e updates de segurança quinzenais até Julho de 2031.
E, claro, sendo um Motorola, não faltam os gestos Moto, de que sou fã e que permitem definir atalhos para ações específicas. Quer exemplos? Agitar o smartphone para ativar a lanterna ou girar o pulso duas vezes para abrir a câmara.

 


up, up, down, down, left, right, left, right, b, a, select, start
Qualidade de construção premium e espessura muito reduzida é um mimo estético e ergonómico
Ecrã com muito brilho e cores vivas
Desempenho não é avassalador
Câmaras desiludem para a gama de preço

 


Nota (de 0 a 10):
7,5
Um smartphone de sonho para quem privilegia uma espessura muito reduzida. Para os outros utilizadores, há alternativas com melhor relação qualidade/preço

Samsung apresenta smartphone que se dobra duas vezes

1Nerd4Tech, 04.12.25

O Galaxy Z TriFold já é oficial. O novo smartphone da Samsung tem a capacidade de se desdobrar duas vezes, o que lhe permite apresentar um ecrã de 10 polegadas.

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O mecanismo de dobragem, envolto numa estrutura de titânio, é composto por duas dobradiças de tamanho diferentes, com uma estrutura de dupla mola. E há ainda um sistema automático de alerta que notifica o utilizador caso a dobragem seja feita de forma incorreta, através de mensagens no ecrã e vibrações.

Quando completamente aberto, o TriFold funciona como três smartphones de 6,5” lado a lado. Uma opção interessante para utilizadores profissionais que recorram ao multitasking, uma vez que assim podem, por exemplo, trabalhar simultaneamente em três apps diferentes no formato vertical. A Samsung disponibiliza até o DeX de forma autónoma no smartphone, o que permite criar até quatro ambientes de trabalho, cada um deles capaz de correr até cinco apps simultaneamente. Também é possível adicionar um monitor externo como segundo ecrã ou trabalhar com um teclado e rato emparelhados por Bluetooth.

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A nível de hardware, destaque para o processador Snapdragon 8 Elite Mobile Platform for Galaxy, para a câmara principal de 200 MP e para a bateria de 5600 mAh, que está distribuída pelos três painéis do dispositivo. O carregamento é de 45 W.

O Galaxy Z TriFold vai começar a ser vendido na Coreia do Sul amanhã, 5 de Dezembro. Depois disso chegará a mercados como China, Taiwan, Singapura, EAU e EUA. Não foi revelado preço oficial – a versão de 512 GB de armazenamento pode custar entre 2500 e 3000 euros se tivermos por base os valores apresentados no mercado coreano – e também ainda não há data prevista para a chegada a Portugal.

Descontos que valem a pena na Black Friday: Motorola

1Nerd4Tech, 27.11.25

Até 30 de Novembro, a Motorola oferece descontos consideráveis em três smartphones:

  • Edge 60 (8 GB / 512 GB) – por 249,99€

Design curvo, ecrã pOLED validado pela Pantone e câmara de 50 MP com estabilização ótica. (Preço original: 429,00€)

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  • Moto g56 5G (8 GB / 512 GB) – por 199,99€

Câmara de 50 MP e conectividade 5G. (Preço original: 299,99€)

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  • Moto g15 (8 GB / 256 GB) – por 119.99€

Ecrã FHD+ e câmara de 50 MP. (Preço original: 149,00€)

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A campanha está disponível nas lojas Worten, Radio Popular, Auchan, FNAC e Darty.

Google Pixel 10 Pro em análise: Tardou, mas não falhou

1Nerd4Tech, 19.11.25

2025 marca o décimo aniversário do desenvolvimento do Pixel, mas os portugueses tiveram de esperar até 2023 para poderem passar a ter acesso oficial às propostas da Google. A marca tardou a chegar ao mercado nacional, mas chegou com ganas. Afinal de contas, falamos da empresa responsável pelo Android, o sistema operativo usado pela esmagadora maioria dos fabricantes de smartphones (a Apple com o seu iOS joga num campeonato à parte). Que a Google começasse a fabricantes os seus próprios telemóveis pareceu sempre uma questão de tempo e de capacidade de gestão do ecossistema de parceiros (estar a vender o seu sistema operativo a nomes como Samsung ou Xiaomi e, ao mesmo tempo, lançar dispositivos concorrentes implica algum jogo de cintura).

Pessoalmente, estava muito curioso em testar o Pixel 10 Pro. A chegada oficial da Google ao mercado português coincidiu, mais ou menos, com a minha saída da área de reviews profissionais, e tinha tido apenas um contacto esporádico com as propostas Pixel (o meu smartphone ‘da empresa’ é um Pixel 8a). É quase como começar a testar uma marca do zero. E isso é aliciante.

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Há uma inegável aura de topo de gama no Pixel 10 Pro. É elegante e tem boa qualidade de construção. Apesar do peso e espessura acima da média, é confortável na mão, muito graças ao rebordo em metal com acabamento acetinado e à traseira em vidro polido. Está à venda nas cores preto, branco, cinzento e verde.

A nível de design, o ‘elefante na sala’ é o módulo de câmaras, que ocupa toda a largura do terminal. Por um lado, isto impede que o Pixel se ‘desequilibre’ quando o pousamos numa superfície plana, mas, por outro lado, a saliência é considerável e pouco estética. Uma questão que pode ser minimizada com uma capa, algo que a Google não disponibiliza na caixa (nem uma daquelas transparentes mais básicas).

Aliás, o carregador também não está incluído. Uma tendência que se tornou geral, bem sei, mas difícil de entender para um smartphone que implica o investimento de 1119€ (e é a versão mais barata). Por exemplo, o meu telefone pessoal tem 6 anos e o carregador é USB-A para USB-C, o que significa que nem serve para carregar o Pixel. Dar mais de mil euros por um telemóvel e depois ainda ter de gastar mais num carregador e numa capa de proteção acaba por ser penalizador.

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Dito isto, refira-se que o Pixel 10 Pro conta com Corning Gorilla Glass Victus 2 e certificação IP68 para uma maior resistência a quedas, riscos, derrames e poeira. E conta igualmente com a tecnologia magnética Pixelsnap. Isto significa que é possível encaixar carregadores, suportes ou outros acessórios compatíveis no Pixel 10.

 

Características (specs):

Ecrã LTPO OLED de 6,3” (1280x2856 a 495 ppp, 20:9) * Processador Google Tensor G5 * 16 GB de RAM * 128 GB de armazenamento * Bateria de 4870 mAh * Câmaras: grande angular de 50 MP; ultra grande angular de 48 MP; teleobjetiva de 5x de 48 MP; frontal de 42 MP * Wi-Fi 7, Bluetooth 6 * IP68 * Android 16 * 152,8x72x8,6 mm * 207 g * Preço: 1119€

 

O Pixel 10 Pro conta com um ecrã LTPO OLED de 6,3” – se apreciar painéis maiores, a Google disponibiliza a versão Pro XL, que tem 6,8”. Gostámos das cores vibrantes e da definição apurada (resolução de 2856x1280), acabando por ser uma boa opção para quem gosta de ver umas séries no smartphone (o rácio é de 20:9). A taxa de atualização pode chegar aos 120 Hz, o que garante fluidez, e o brilho máximo pode atingir os 3300 nits (até 2200 nits em HDR). Um brilho muito elevado, mas que não é milagroso. Por exemplo, num dia soalheiro, fomos tirar umas fotos sob forte exposição solar e era quase impercetível perceber o que estava a ser exibido no ecrã.

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Em termos de desempenho, temos um processador Tensor G5 e 16 GB de RAM como força motriz. Os benchmarks mostram que este não é o smartphone mais poderoso do mercado (os testes de single-core, por exemplo, colocam o Pixel 10 Pro no mesmo patamar do Samsung Galaxy S24 Ultra que incorpora um chip Snapdragon 8 Gen 3 da Qualcomm e que foi lançado no início de 2024). Mas, na prática, não sentimos quaisquer problemas durante os testes. Rapidez na navegação e na alternância de apps, mesmo com várias abertas em simultâneo, fluidez no scroll – claramente, os topos de gama têm uma performance que satisfaz plenamente a esmagadora maioria dos utilizadores. Todavia, a traseira aqueceu um pouco quando puxámos muito pelo grau de exigência das tarefas.

 

Benchmarks:

Geekbench 6: CPU single-core – 2045; CPU multi-core – 4501; GPU – 3094 * PCMark 3.0: 15952 * 3DMark: Wild Life Extreme – 3177

 

A versão que recebi para teste foi a de 128 GB de armazenamento. A mais modesta, portanto. Mas, ainda assim, mais do que suficiente para quem tem muitas apps instaladas por motivos profissionais e que gosta de guardar vários anos de fotografias no dispositivo. E, claro, a menor capacidade de armazenamento também significa um preço mais simpático.

A bateria de 4870 mAh teve um bom comportamento. A capacidade não é grande – fica até abaixo da barreira psicológica dos 5000 mAh numa altura em que a Oppo até lançou um topo de gama com 7500 mAh –, mas já se sabe que a rentabilização do sistema operativo faz muita diferença a nível de eficiência energética. Portanto, conseguirá um mínimo de um dia de utilização sem ter de ligar o Pixel à corrente (e voltamos a frisar que o carregador tem de ser comprado à parte e estamos limitados a uns 'lentos' 30 W). A nível de carregamento sem fios Pixelsnap, há certificação Qi2 para se poder chegar até aos 15 W.

E como aludimos ao sistema operativo, há que aplaudir a garantia dada pela Google de acesso a atualizações e novas funcionalidades durante 7 anos. De resto, no campo do software, destaque-se a presença da funcionalidade de deteção de acidentes de carro e alertas de crise, sem esquecer, como não podia deixar de ser, a forte integração com Gemini para tentar rentabilizar a componente de Inteligência Artificial. O Pixel 10 até inclui uma subscrição de um ano do plano Google AI Pro (que oferece acesso, por exemplo, a Gemini no Gmail e Documentos ou a Veo 3 Fast para criar vídeos).

Merece igualmente destaque a estreia da interface gráfica Material 3 Expressive, embora ache que a maioria das pessoas não vai sentir grande diferença na experiência de utilização, já que as principais novidades se prendem com umas animações mais dinâmicas e fluídas.

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Concentremos agora as atenções naquilo que mais gostámos no Pixel 10 Pro: a fotografia. Cores vivas, bons contrastes, pormenores captados com rigor, um zoom potente e eficaz, um modo noite surpreendente e selfies com detalhe. Como é que a Google chega lá? Com uma equipa composta por um quarteto de câmaras:

  • Grande-angular Octa PD de 50 MP, abertura de ƒ/1.68, campo de visão de 82°, sensor de imagem de 1/1,3"
  • Ultra grande-angular Quad PD de 48 MP com focagem automática, abertura de ƒ/1,7, campo de visão de 123°, sensor de imagem de 1/2,55"
  • Teleobjetiva Quad PD de 48 MP com estabilização ótica de imagem, abertura de ƒ/2,8, campo de visão de 22°, zoom ótico de 5x, sensor de imagem de 1/2,55"
  • Frontal Dual PD de 42 MP com focagem automática, abertura de ƒ/2,2, campo de visão Ultrawide de 103°

Aproveitámos um dia bonito para uma sessão fotográfica no pontão da Marginal de Oeiras e gostámos particularmente da cor do céu e das nuvens detalhadas nas imagens que captámos.

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Destacamos também o zoom digital. Deixamos abaixo uma foto do Farol do Bugio com 1x e, de seguida, outra tirada no mesmo sítio com zoom de 100x, deixando o chip Tensor G5 trabalhar com um modelo de imagens generativas novo para refinar detalhes mais complexos.

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Por fim, o modo Noite, em que, por exemplo, num quarto às escuras, com a única fonte de luz a vir do corredor, consegui esta foto da ‘sidekick’ Lucky.

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Fotografar com o Pixel 10 Pro acabou por ser, acima de tudo, uma experiência divertida. Até mesmo para os iniciantes (como eu, no fundo), pois é disponibilizado um modo Assistente, que oferece sugestões para melhorar as fotografias. Quer exemplos? Como escolher um enquadramento e uma composição diferentes para cada imagem. E também há o Melhor Take Automático, que pode ser ativado quando o smartphone deteta que está a tirar uma foto de grupo. Aí são analisadas até 150 fotogramas em apenas alguns segundos, procurando o momento em que cada pessoa está com o aspeto mais adequado.

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Em suma, não será o melhor smartphone da atualidade, mas o Pixel 10 Pro apresenta argumentos pungentes para combater de igual para igual na arena dos topos de gama. A Google não aparece ainda no top 5 das marcas com maiores quotas de mercado e nos Estados Unidos não passa dos 3%, mas a qualidade está lá. Será mais uma questão de tempo?

 

 

up, up, down, down, left, right, left, right, b, a, select, start

Toque premium na mão e boa qualidade de construção

Fotografia de excelência com cores vibrantes e uns brilharetes no modo noturno e no zoom

Módulo traseiro das câmaras sai demasiado do chassis

Carregador e capa deviam ser obrigatórios em smartphones desta gama de preço

 

 

Nota (0 a 10)

8

Um topo de gama versátil e recheado de atributos. Pode não ser o melhor do mercado, mas também não custa tanto como outros concorrentes

Oppo lança topo de gama com bateria de 7500 mAh

1Nerd4Tech, 30.10.25

A Oppo apresentou dois novos smartphones topos de gama: o Find X9 e o Find X9 Pro. Comecemos pelo Pro, que chama a atenção pela generosa bateria: 7500 mAh de capacidade.

Segundo a fabricante, a terceira geração desta bateria de silício-carbono foi concebida para oferecer fiabilidade a longo prazo, mantendo mais de 80% da sua capacidade original mesmo após cinco anos de utilização normal.

Além disso, suporta carregamento rápido de 80 W, carregamento sem fios de 50 W e carregamento inverso sem fios de 10 W.

A bateria do Find X9 apresenta as mesmas características, mas com uma capacidade ligeiramente menor: 7025 mAh.

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Ambos os smartphones vêm equipados com um chipset MediaTek Dimensity 9500, uma GPU Arm G1-Ultra e uma NPU 990.

A fotografia é uma aposta forte da série Find X9, com os smartphones a contarem com uma nova geração do sistema de câmaras Hasselblad Master.

Assim, o Find X9 conta com uma câmara principal de 50 MP com um sensor Sony LYT-808 de 1/1.4 polegadas e uma abertura f/1.6. Há ainda uma câmara ultra grande angular de 50 MP com focagem automática para fotografia macro, e uma câmara teleofoto periscópica de 50 MP com sensor Sony LYT600 de 1/1.95 polegadas. A complementar as três câmaras de 50 MP está uma câmara True Color, que é um sensor espectral dedicado a medir a luz ambiente para gerar uma reprodução de cores mais precisa.

Já o Find X9 Pro parte da mesma base, mas capricha na câmara principal e telefoto. Assim, a câmara principal Ultra XDR possui um sensor Sony LYT 828 personalizado de 1/1.28 polegadas, com tecnologia Real-Time Triple Exposure, enquanto a câmara telefoto é de 200 MP e tem um sensor de 1/1.56 polegadas.

O Find X9 está disponível na cor Preto Espacial e o modelo de 12 GB de RAM com 512 GB de armazenamento custa 999,99€. Já o Find X9 Pro chega na cor Cinzento Titânio e tem um preço de 1299,99€ na versão de 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.