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1Nerd4Tech

Um blog dedicado ao mundo da tecnologia: novidades, reviews e dicas

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F5, um refresh para o fim de semana: festival rosa pop

1Nerd4Tech, 02.01.26

Se for como eu, não dispensa a companhia de música durante um dia de trabalho. A recomendação desta semana visa ajudar ao presentear uma oferta generosa de concertos. Refiro-me ao canal de YouTube dedicado ao arquivo do Pinkpop Festival.
São dezenas de concertos na íntegra, que chegam a remontar aos anos 90. Deftones, Muse, Red Hot Chilli Peppers, Limp Bizkit, The Cure, Rammstein, Tori Amos, The Prodigy… Há muito para explorar neste icónico festival holandês cuja primeira edição decorreu em 1970. Deixo aqui uma pequena amostra.

Dica: criar podcasts rapidamente com a ajuda de IA

1Nerd4Tech, 15.12.25

O formato de podcasts não pára de crescer e se tem vontade de se tornar um criador deste tipo de conteúdos, há uma maneira simples em que a Inteligência Artificial pode ajudar a transformar documentos em diálogos e, desta forma, criar podcasts rapidamente.

podcasts.png

Para tal, recorra à NotebookLM, a ferramenta disponibilizada pela Google:
1) Aceda a https://notebooklm.google.com/ e clique em Criar Notebook ou Criar Novo
2) Selecione o documento que servirá de base - pode carregar um ficheiro, copiar um texto, indicar websites ou pesquisar fontes na Internet, por exemplo. Pode selecionar múltiplas fontes para o mesmo Notebook
3) Na janela de chat, que se encontra no meio do ecrã, pode acrescentar detalhes para gerar um guião com as características desejadas (uma conversa descontraída entre duas pessoas, a título exemplificativo)
4) No lado direito do ecrã está a secção Studio. A primeira opção é Resumo de Áudio, que permite gerar podcasts baseados na fonte que indicou. Clique na opção e personalize o que espera obter: uma conversa animada, uma vista geral resumida ou um debate ponderado; o idioma; a duração...
5) Carregue em Gerar e espere uns minutos pelo resultado final, que é disponibilizado na secção Studio. Pode depois partilhar o resultado, transferir o ficheiro ou mudar o nome.

 

Como exemplo, peguei na análise que realizei ao Google Pixel 10 Pro aqui no blog e usei-a como fonte para gerar dois podcasts:
I) O primeiro só copiando o texto e sem prompts adicionais. O resultado pode ser consultado no link abaixo
Versão 1
II) E o segundo tentando oferecer mais contexto na fonte e uma prompt um pouco mais explícita a pedir uma conversa descontraída entre dois interlocutores (um homem e uma mulher). Esta nova opção pode ser escutada no link abaixo
Versão 2

O resultado não é perfeito, mas é impressionante, embora cada um possa tirar as suas próprias conclusões. Carreguei a primeira opção gerada no canal de YouTube do 1Nerd4Tech para quem quiser ouvir num formato mais acessível.

F5, um refresh para o fim de semana: O Mundo e Todas as suas Lições

1Nerd4Tech, 12.12.25

Como já deu para adivinhar pelos posts prévios, a área dos videojogos é uma das que mais me desperta interesse. Para quem a continua a achar uma ‘brincadeira de crianças’ gosto sempre de relembrar que a indústria de videojogos já vale mais do que a de cinema e de música… juntas! Podemos achar que o negócio da compra da Warner Bros por parte da Netflix por 82,7 mil milhões de dólares envolve muito dinheiro, mas também podemos recordar que em 2022 a Microsoft investiu 68,7 mil milhões de dólares na aquisição da Activision Blizzard.

E, pelo menos, para mim, os jogos (pelo menos aqueles mais marcantes para cada um de nós) extravasam o jogo em si. Por exemplo, gosto particularmente de explorar as bandas sonoras. Razão pela qual gostaria de deixar-vos uma das minhas músicas preferidas que descobri em Horizon Zero Dawn.

F5, um refresh para o fim de semana: o sample de Steve Ballmer

1Nerd4Tech, 21.11.25

Aqui fica uma sugestão de uma música com um toque ‘nerd’. Os aficionados de tecnologia menos jovens talvez se lembrem deste vídeo de Steve Ballmer numa conferência da Microsoft em que o sucessor de Bill Gates queria demonstrar o revigorado apoio da empresa aos programadores no seu estilo peculiar. Foi um vídeo viral antes de o conceito existir.

Pois bem, o artista francês Kognitif pegou no soundbyte e transformou-o numa sample para a música Strange Day. Consegue encontrá-la?

A câmara que captura dois mil milhões de fotogramas por segundo

1Nerd4Tech, 03.11.25

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O que se obtém quando se junta um espelho montado num gimbal, dois tubos, uma lente, um sensor de luz e linhas de código Python? Uma câmara capaz de capturar dois mil milhões de fotogramas por segundo. Isto se tiver o engenho de Brian Haidet, claro. Este cientista e youtuber (conhecido por AlphaPhoenix), conseguiu a proeza de capturar imagens de um feixe laser a ‘viajar’ à velocidade da luz.

Claro que nem tudo é perfeito e neste caso a desvantagem é óbvia: só é possível gravar um pixel de cada vez. O que significa que foi preciso sincronizar os diferentes pixéis para criar o que parece um vídeo normal.

Esta é a segunda incursão de Brian Haidet nestas aventuras, pois já tinha anteriormente criado uma câmara capaz de ‘fotografar’ mil milhões de fotogramas por segundo.

Sony WF-C710N em análise: grande potencial com pequenas arestas por limar

1Nerd4Tech, 28.10.25

Quando se fala em melhores auscultadores e auriculares do mercado é normal que o nome Sony venha à baila. Contudo, com os WF-C710N, a marca nipónica pretende vingar noutro segmento: o da relação qualidade-preço.

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Os sucessores dos WF-C700N (lançados em 2023) custam €120 e o modelo que recebemos para teste destaca-se logo pelo tom azul vidro. É, por um lado, uma cor invulgar e, por outro, uma aposta na ‘transparência’. Ou seja, podemos espreitar o interior tanto da caixa como dos próprios auriculares. É uma opção mais arrojada que poderá não agradar a todos os gostos. Pessoalmente, gostei bastante: é diferenciador e transmite uma aura ‘geek’ (um pouco como já se tinha visto nas propostas da Nothing)

Refira-se que os WF-C710N estão igualmente disponíveis em rosa, branco e preto.

 

Características (specs):

Diafragma de 5 mm * Resposta de frequência: 20 Hz – 20 000 Hz * IPX4 * Bluetooth 5.3, ligação multiponto * ANC, DSEE * Autonomia: 8,5 h (com ANC); 30 h com caixa * Tempo de carregamento da bateria: 1,5 h (caixa: 3,5 h) * 5,2 g x2 (caixa: 38 g) * Preço: 120€

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Estes auriculares são relativamente compactos, mas a superfície lateral tem uma dimensão acima da média, o que torna os toques de controlo mais fáceis de detetar: um toque para pausar, dois para avançar, etc., sendo que a app Sound Connect permite personalizar estes gestos a gosto. A caixa de transporte cilíndrica tem um toque excessivamente ‘plastiqueiro’ e acaba por ter um tamanho intermédio, ou seja, já vimos maiores e também já vimos menores. Mas cabe facilmente num bolso das calças, por exemplo. Ainda sobre a caixa, na parte de trás encontramos a porta USB-C para carregamento e na frente está uma pequena luz indicativa do nível de carga.

A nível de ergonomia, a Sony disponibiliza quatro conjuntos de almofadas de silicone de tamanhos diferentes. Optei pelos mais pequenos, mas admito alguma ‘alergia’ a este formato de auricular, pois parece demasiado intrusivo para os meus ouvidos. E isso acabou por refletir-se em audições mais prolongadas, que acabaram por originar um pequeno desconforto.

Por outro lado, os WF-C710N têm certificação IPX4, o que significa que é resistente a pequenos salpicos de água da chuva ou gotas de suor. Algo indispensável para quem pensa usá-los durante a prática desportiva.

 

O ponto forte e as irritações

A qualidade de som parece-me o ponto mais forte destes Sony. Para o preço pedido, o áudio proporcionado pelos drivers de 5 mm surpreende: é pungente, versátil e tem um intervalo dinâmico apreciável. Escutámos diferentes tipos de música – fomos, por exemplo, desde o clássico Fur Elise de Beethoven ao dubstep de um Itchy Scratchy de Subtronics, passando por um Tu Disseste dos Mão Morta ou um Milk of the Madonna dos Deftones – e conseguimos graves, agudos e médios definidos em todos os estilos. Aliás, o poder dos graves superou as nossas expectativas. E para isso muito contribuiu a personalização inicial do som na app Sound Connect em que ajustamos o equalizador de acordo com as nossas preferências. Destaque-se ainda a presença de DSEE (e a ausência de LDAC e aptX).

Na escuta de podcasts, a voz dos interlocutores também se apresentou límpida. E o cancelamento de ruído, que recorre à tecnologia Dual Noise Sensor com os dois microfones, é satisfatório. Não é, claro, capaz de dar a mesma resposta de uns auscultadores, devido à diferença de formato e respetivo impacto no cancelamento passivo, mas reduz algum do ruído externo e nota-se bem quando se passa do modo ANC (Active Noise Cancelling) para o modo ambiente, algo que a Sony consegue fazer automaticamente quando nos levantamos e começamos a caminhar, o que é muito prático.

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Mas nem tudo é perfeito. Para começar, gostávamos que o nível de volume conseguisse chegar a um ponto máximo um pouco mais elevado. Mas o pior foi o facto de a ligação Bluetooth do auricular esquerdo cair muitas vezes, o que é muito frustrante a nível de experiência de utilização. Acredito que possa ser uma anomalia específica da unidade de teste, mas acabou por ser irritante e penaliza a nota final da análise.

Outra aresta que a Sony tem para limar é o índice da bateria que surgia no smartphone indicar inicialmente sempre 100% nas mais diferentes situações para a caixa e os auriculares, o que tornava a indicação pouco fiável a longo prazo. E a própria autonomia pareceu-nos ficar ligeiramente aquém das 8,5 horas indicadas pela Sony.

 

 

up, up, down, down, left, right, left, right, b, a, select, start

+ Cor azul vidro é diferenciadora e cativante

+ Intervalo dinâmico acima da média para a gama de preço

- Ligação do auricular esquerdo ‘caiu’ algumas vezes

- Ligeiro desconforto em utilizações mais prolongadas

 

 

Nota final (de 0 a 10):

6,5

Uns auriculares com muito boa qualidade de som para o preço pedido, mas com pequenas afinações a rever pela Sony para melhorar a experiência de utilização

Dica: não consegue abrir o cadeado da mala de viagem? O YouTube resolve

1Nerd4Tech, 06.10.25

É uma daquelas situações em que nunca se pensa até surgir um momento de desespero. Depois de uma viagem prazerosa, com a ajuda de um mapa personalizado no Google, chegar a casa e deparar com uma mala de viagem cujo código do cadeado deixou de funcionar é o suficiente para deixar os cabelos em pé. Foi o que me aconteceu. A mente imediatamente descambou para pensamentos violentos em que acabava a estraçalhar a mala. Depois entra em cena a ideia: se usei a tecnologia para me ajudar a desfrutar mais da viagem, vou usá-la para resolver o problema. E assim foi.

Uma rápida pesquisa na Internet levou a um vídeo no YouTube, onde era apresentada uma solução. Deixo aqui uma sugestão abaixo, mas há várias do mesmo estilo. Em resumo:

  • Deite a mala, segure o cadeado e localize o pequeno furo de cada um dos discos numéricos.
  • Alinhe-os todos na vertical (ignore o antigo código) e depois vá rodando cada um deles para a esquerda (ou direita, se preferir), avançando uma casa de cada vez.
  • No final deste avançar de um número, experimente abrir. Repita o processo até conseguir desbloquear o cadeado (no meu caso, funcionou à terceira combinação).